Saturday, November 28, 2009
How do you pick up the threads of an old life? How do you go on, when in your heart you begin to understand there is no going back? There are some things time cannot mend. Some hurts that go too deep that have taken hold.
Wednesday, November 25, 2009
morning yearning
não tive o meu momento de mágoa, ou despedida, ou aceno. não deixei chorar este amor que sinto por ti, da marca inesgotável que me me deixaste. lembro-me, escrevi-te que sempre foste a minha professora, mas não fui a tempo de to dizer. o teu amor por ele sempre foi o meu conto de fadas preferido e nem me lembro da sua altura e das suas pastilhas rennie. só soube longe um túmulto, uma sombra de perda e nem a pude sentir. é estranho eu desde essa altura só querer um pouco dessa sombra gélida a tocar-me a pele, mas estava longe e tu nunca partiste para mim. passaram-se quatro anos e nunca realizei que foste mortal, que não estás aqui. há tanto tempo moro numa casa com a fisionomia da tua e não me encontro longe de ti. penso que estás apenas a dormir no andar de cima. e hoje li-te e caí em mim; dói-me que te doesse tanto assim viver, e no fundo do meu poço de dor por ter finalmente realizado que já não estás aqui, fico feliz por teres apaziguado o teu coração, indo ter com o teu amor. Mas dói-me que as coisas mutáveis sejam mortais, que a tua cara posta naqueles que eu ame me traga saudade. não me perdoo por não ter estado cá, e não sei lidar com isso, por mais anos que passem, por mais aprendizagens, por mais morte que surja; tu foste a primeira a abandonar-me, e não é o teu deus que me vem confortar. rasguei o coração ao ler a tua solidão interior, o retrato na cama ao lado, o envelhecimento prematuro. eu sei que estás com ele agora, mas porque não estás comigo também? o mundo sente a tua falta; consigo ver-te como te vi a última vez.
Thursday, November 19, 2009
Monday, November 02, 2009
o quente granulado debaixo de pés que se afundam, e um quente remoinho no peito crucificado de ti. o cristal que me roça a ponta dos dedos, e o fresco de um lençol que sempre se imacula com o nosso peso. a incodicionalidade do nosso amor perpétuo, o injectar de adrenalina que convence o mais agreste dos cépticos. e nós desterrados no paraíso; cabelo longo, barba por fazer, pele lambida pelo sol, e a profundidade dos golpes feitos pela amizade marcada em símbolos avitos. mesmo depois de conhecer os confins de ti, encontro sempre algo novo nisto que somos, sempre que acordo, e sorrio por te fazer sorrir. traz-me dentro de ti.
Thursday, October 15, 2009
quanto a ti, esbarrei com a música da leanne rimes, life goes on; é concerteza uma provocação analítica.
das saudades de ouvir a tua voz
o sentimento de culpa foi substituído por algo incessantemente mais intenso. esta nostalgia que emerge de mim controla-me o olhar escondido de quem tem tanto ainda por dizer. o ponto final que não foi posto, de dureza reconhecida, troca-se em voltas com este ponto exclamado de choque de como me mudaste, do tanto que me deste, me foste; as revelações que foram, gritaram os perdões feitos, pedidos. Nada me livra já desta teimosia bonita de saudade de nós, das nossas discussões enfurecidas. Não sabíamos reconhecer que tudo o que era no mundo se alterava na presença um do outro. Ainda me lembro quando sentados na relva do teu condominio, escondida em trapos tropa, me disseste que te apetecia beijar-me. Mata-me ter-te pedido para irmos com calma, e no fim nem ter deixado irmos. Mas mata-me mais que o ponto final que não posto, se rasgue em interrogações constantes do que iremos ser para o resto da vida. No fundo seremos cúmplices, neste nosso crescimento eminente, nesta tristeza solidária com tudo o que fomos, seremos. e sinto, talvez só contigo, que as coisas a serem escritas acerca de nós ainda não cessaram; como quem diz que a nossa história ainda não acabou.
Monday, October 05, 2009
gostava que fosses dan humphrey, ou jack dawson, ou noah calhoun. não gosto da maneira como falas com as outras pessoas, não gosto da maneira como não sentes do fundo de ti aquilo que contas, as histórias, as piadas. não gosto da maneira como tudo isso interage com a tua linguagem corporal. mas amava a tua ausência em mim, amava o te irritares, amava a maneira como olhavas para mim, amava a minha mão no teu cabelo negro, negro. dá-me tempo de aceitar a representação. dá-me tempo de acreditar que crescer vai dar tempo para aprender e que eu só, sou melhor.
Friday, October 02, 2009
a sentir náuseas, dor, tontura do que sou, do que te dou. nua, totalmente, sou tua porque continuas a agarrar-me nas náuseas, na dor, na tontura. e este arrependimento tão gélido, tão contraposto a gosto, tão pouco cerebral, tanto de coração, é o arrasto doente. já nem sei se te relembro tão bem assim; a memória foi afundada numa maldição constante que te lançei. só tenho uma coisa para te dizer mais, deixarás?
ontem brindámos às resoluções que não sabemos esconder de nós; fomos bem sucedidos. constrangimento num mundo russo, que nos servia que nem uma luva, fez-nos perder os medos pelos cantos de uma sala pequena. e a comemoração, que terminou cedo e tarde, rompeu-nos os ossos e a pele de saudosismos emancipados; da falta do coração quente. a revolta no meu peito pequeno e resoluto explode sempre desta maneira, e nada sobra porque nada se transforma. como é que depois de tanto, de tudo, o passo em frente continua a ser o meu. graças a deus que peguei ontem em ti, apenas para te largar.
Thursday, September 24, 2009
do merecimento
as perguntas que faço, meros ensaios, arrebatam esta louca insensatez. recuso-me a usar máscaras para me fazer forte, quando a força no meu corpo e mente é já absurda. portanto tento mais uma vez entender-te. peço-te pela última vez; não me mintas. de nada serve. não ganhas, eu também nunca ganharia. o sentir que o caminho que procuro é mesmo que todos abominam. eu procuro ainda a beleza em ti; por favor deixa-me encontrá-la. o ruído do constrangimento que não me invade, torna-se ridículo e sufocante. e parece viver para sempre.
isto que me invade é colossal. titânico. infantil e de total submissão. mas não tenho medo de admitir, como sempre to disse. diz-me que não tenha esperança em ti e cessarei de ter. não posso mais acreditar nos valores áureos do amor, enquanto as certezas da mente são as fraquezas do coração.
dirás adeus?
isto que me invade é colossal. titânico. infantil e de total submissão. mas não tenho medo de admitir, como sempre to disse. diz-me que não tenha esperança em ti e cessarei de ter. não posso mais acreditar nos valores áureos do amor, enquanto as certezas da mente são as fraquezas do coração.
dirás adeus?
Sunday, September 20, 2009
Friday, September 18, 2009
é o entender isto que me passa á frente dos olhos. as mãos repousadas atrás das costas vão contra o temporal que me explode no coração. é a minha tentativa de me fazer severa, quando perto de ti sou somente o que a sombra na parede sempre foi - rejubilante, terna, conformada. mas é revolta isto que sinto; o ter uma promessa de felicidade para a vida toda, e isso não me ser digno porque não te consigo tirar do coração. apesar de conseguir deixar que outras coisas mo absorvam, tu não cessas de estar, e de retirar de mim a força que me resta. e que direito tens tu? só me tiras tudo, e nada me dás. estas semanas sem que oiça de ti, e o destino que nos remete sempre para as mesmas ironias, seduz-me e desfaz-me nas advertências. és um fraco incapaz de amar uma aprendiz. és um cobarde incapaz de libertar quem aprisiona. és fraco porque preferes fortalecer-te das minhas fraquezas ao invés do meu amor por ti.
és fraco, e eu sou fraca por ainda hoje ter pensado em ti como se de facto acreditasse que não me conseguirei libertar. e não tens o direito de me fazer sentir fraca. nem hoje, nem ontem.
és fraco, e eu sou fraca por ainda hoje ter pensado em ti como se de facto acreditasse que não me conseguirei libertar. e não tens o direito de me fazer sentir fraca. nem hoje, nem ontem.
Friday, September 11, 2009
a tua manga já se tornou transparente, e nela vejo todos os trunfos que pensas ter de empenhar. os teus triunfos são inglórios.
Thursday, September 10, 2009
You called from the room in your hotel/ all full of romance for someone that you met/ and telling me how sorry you were, leaving so soon/ and that you miss me sometimes when you're lonely in your room/ do I feel lonely too?/ you have no right to ask me how I feel/ you have no right to speak to me so kind/ we can't go on just holding on to time/ now that we're living separate lives/ well I held on to let you go/ and if you lost your love for me, well you'll never let it show/ there was no way to compromise/ so now we're living separate lives/ oh, it's so typical, love leads to isolation,/ so you build that wall/ yes you build that wall/ and you make it stronger/ well you have no right to ask me how I feel/ you have no right to speak to me so kind/ some day I might find myself looking in your eyes/ but for now, we'll go on live separate lives/ yes for now, we'll go on living separate lives
Wednesday, September 09, 2009
que o medo invade qualquer solidão
Estou perto de chegar onde não estás; onde a imortalidade vai florir como antes. As coisas que vão desaguando de mim, aos poucos, morrem aos pés das minhas tentativas frustradas que entender. missão totalmente falhada, digo-me. Dói ter-te mostrado as asas. Dói que nem nunca tiveste um pouco de respeito pelas nossas mãos dadas, tão diferentes. Não passou de uma mão para ti; já eu cabia só numa tua, sempre que estava contigo. E ainda me sentia aconchegada. Não podia chegar, não mereço eu ter mais que mentira?, não mereço eu ao menos que sejas meu amigo?, pelo menos amiga, já que outra verdade já sei eu que não podes sentir. Nem por mim, nem por ninguém.
Acreditei que tinha de correr atrás do que mutilei de mim, em busca de algo que nunca serenou, para que reparasses que me tinhas. Nem fizeste caso, como se sempre o tivesses totalmente empregue em tudo o que me fingiste dar. Hoje os rios que desaguaram como ambivalentes, encontram-se e fazem todo o sentido.
Nem nunca te pedi para me seres fiel; apenas que o fosses a ti. Nem tentaste. Nem conseguirias. E ás vezes as coisas são preto e branco. O quanto eu gostava de ti era tão, tão simples.
Acreditei que tinha de correr atrás do que mutilei de mim, em busca de algo que nunca serenou, para que reparasses que me tinhas. Nem fizeste caso, como se sempre o tivesses totalmente empregue em tudo o que me fingiste dar. Hoje os rios que desaguaram como ambivalentes, encontram-se e fazem todo o sentido.
Nem nunca te pedi para me seres fiel; apenas que o fosses a ti. Nem tentaste. Nem conseguirias. E ás vezes as coisas são preto e branco. O quanto eu gostava de ti era tão, tão simples.
Sunday, August 30, 2009
a única diferença entre o meu não saber o que quero, ter certeza do que não quero e o teu, é que o meu não é injusto. não tem precedentes, nem aprisionamentos. sou somente o que posso ser.
Friday, August 28, 2009
Monday, August 24, 2009
déjà vus não existem; é apenas o teu cérebro que nesse momento processou a informação visual mais depressa que o normal, disseram-me. bullshit. existem. quando o olhar se depara com uma visão que o coração encorajou. isso é um déjà vu.
try a little tenderness
love comes to those who believe it, ouvi. mas ouvi com o corpo a tremer, uma melodia que me faz sorrir e embrulhar-me nos cantos mais sombrios de mim. as memórias assolam como dardos, tiros certeiros, zombateiros, gozões da minha imaculada capacidade de acreditar em nós. não em nós como amantes, mas em nós unidos na nossa separação, nós sobreviventes da distância crente de si. terminou, admito, a minha crescente luta interior. já não sei que mais fazer; e sabes a crença não remete sempre às mesmas decisões. entregar-me não tem nada de mais, quase te consigo ouvir pensar. chateia-me que sejamos tão parecidos na melodia física, mas depois por dentro somos tão intensamente diferentes. eu não minto, tu só te mentes.
Sunday, August 09, 2009
relinquish
És. És o fogo onde me quero queimar. Não cesso de te mostrar isso, quando sentes o ardor da chama de mim, quando a minha fala é tão pouco o que te posso dar do reflexo mudo daquilo que representas. É o quarto escurecido pelas presenças dos outros, que quando estamos os dois são se não sombras que não nos assombram. O mundo pertence-te na palma da mão; faz-me sorrir de como nem sequer te apercebes. No fim sobra apenas a certeza que teremos que cessar. A maldição que arrastamos sufoca a beleza que sinto ao saber-me tua. Vou ter de resignar, que o peso da realidade é fatídico. E que na sua fatalidade só sobra a certeza que pelo menos eu podia ser tua.
Relinquish; por fim.
Relinquish; por fim.
Monday, July 27, 2009
falta-me o ardor do calor do teu corpo perto de mim, o teu sorriso a encher-me os confins das esperanças, mesmo as mais insensatas. o beijo que arrepiava as certezas frias que tenho, e preferia poder apagar. as mãos atadas nas minhas, no teu toque tão pouco severo nesse entrelaçar, mas severo demasiado no meu abraço, como se os teus braços em volta de mim fossem toda a segurança que existe no mundo. hoje dói-me essa falta que me fazes; o ardor é tão somente meu. arde-me a falta de ti.
Filipe says:
sou apaixonado pelo que és.
lady madlene, aquece a alma says:
e eu amo tudo o que portas, e me dás. e dás ao mundo
sou apaixonado pelo que és.
lady madlene, aquece a alma says:
e eu amo tudo o que portas, e me dás. e dás ao mundo
Friday, July 17, 2009
Thursday, July 16, 2009
Sunday, July 05, 2009
A fragilidade pactuada com a serenidade revolta em cada traço de mim, em cada objecto inanimado, até na natureza morta. O tecido de luz reflectido na minha pele, nesta distância sensata, em quinto andar sem varanda. Preciso de percepção, de versatilidade enlouquecida, de perspicácia incontrolável. Preciso de saber que é seguro, preciso que as coisas cessem de ser tão destemíveis, tão defendidas; que ganhem normalidade. E esta distância não nos vai salvar, ou deixar de o fazer. A alma tão exausta deixa de ser mortal, ganha severidade na vida dos outros, e fica vulnerável na minha. Ter medo já é relativo, a falta, o vazio é já tão em crescendo, tão mais absorvente que isso, que tudo o resto.
É a tua escolha, a minha escolha, a decisão. Que decidimos?
É a tua escolha, a minha escolha, a decisão. Que decidimos?
Wednesday, June 24, 2009
da desilusão
Como o cabelo dourado de Sansão, que cai a seus pés, eu sinto-me enfraquecida pela ilusão constipada que recai agora sobre mim. Quase mutilada pelo corte enraivecido tecido sobre as minhas costas viradas, acrescento que não estava a espera. Apaixonada por este guardar em mim de uma seguraça sã, de quem acredita que a amizade curada é capaz de se guardar ao ardor dos épicos mais sagrados. Mas há heresia ainda assim nessas camadas negras da vida; quando a força nos é retirada, o amor é dedilhado como se fosse a maldade mais negra, como se a minha mão, olhar, dignidade e entrega fossem substituíveis. Ao menos que o sejam com a morte, com o amor, com a forte desgraça; não apenas com vingança. Como Dalila.
Tuesday, June 23, 2009
Wednesday, June 10, 2009
da dependência, da conquista e da confiança
uma trilogia insensata. uma alegoria pueril, que não dá frutos; acorda a vivência mais soturna, rebuscada, violenta e não me deixa a mim descansar. a soma inquieta dos segredos, a vontade descontrolada de querer soltar a verdade, e sempre o fazer, atesta a minha não concordância entre os meus ideais, e os fortes que quero construir. a falta de confiança, selvagem, absorvente, que a cada passo em frente, me recua em medos, me faz tropeçar em incertezas, em desagrado perante a mente humana. não sou jamais sempre própria, não sou jamais perfeita, não sou jamais ardentemente correcta. não sou tão pouco essa imagem pura, cristalina. porque não minto, mas oculto-me a mim o que mais me fará feliz. e na minha consciência sofro, porque na insconsciência não largo. estou presa neste trapézio que me penetra os sentidos, na vertigem congelada da esperança mais pura. dói descobrir-me acima de tudo só. dói os membros, como o esforço físico, dói na alma toda a ilusão construída de um dia encontrar um gémeo dos meus ideais. não peço quase nada. apenas ternura. somente sinceridade, e o deixar ir pela calmaria.
Sunday, June 07, 2009
A solidão não é assim tão absurda. O complexo Peter Pan sua solidão, sem rodeios. Uma pessoa solitária aprende mais cedo que a seca ignorância tudo tem a ver com os existencialismos puros de uma mente sensível. Que dobrada a esquina do sentimento, a calçada é tudo o que resta. E nela está somente solidão. Não que uma pessoa solitária não porte ninguém; há sempre alguém que cabe em nós como ninguém mais. Mas o que a difere de uma pessoa que não o é, é somente a sabedoria que jamais existirá alguém que sentir as coisas da maneira como ela as sente, e por isso sofre sozinha.
O sofrimento claro, é relativo. Há-o em tudo o que é nato de sentimento. Mesmo que não doa; uma pessoa pode sofrer felicidade.
O sofrimento claro, é relativo. Há-o em tudo o que é nato de sentimento. Mesmo que não doa; uma pessoa pode sofrer felicidade.
Wednesday, June 03, 2009
Um prazo, curto, mas ainda assim tremente; tremente de expectativa e de ignorância perante a sua mentira perpétua. Uma vez dada, nunca mortal. Diz-me o que desejas; se ficar comigo, se ficar só, se ficar com a vida que levas. Mas conta-me o que te faz feliz, o que te faz sorrir. Não te mintas, nem me mintas mais.
Thursday, May 28, 2009
A midnight valium for a good night's sleep
Dói-me, quase, descobrir que sou traiçoeira comigo mesma. que sei dos jogos que abro, das suas consequências, e por algo menos puro, sucumbir á vontade indómita de me deixar ir. Não sou assim; os meus escuros limites, deliniados pela sua quota parte de seca demência, nunca fizeram sentido nestes caminhos. Agora que neles estou sinto-me confusa, perdida nos meus ideais, na loucura da eminência, da solidão crescente, no dor desanimada e incoerente. Não sei bem que desejar; a sofreguidão do desalento é abalável. Amedrontada comigo mesma, não me sei ser fiel.
Wednesday, April 29, 2009
O sol quente, seco, derretido, incomoda-me a alma por uns escassos dez segundos. A falta de um braço cerrado no meu peito, comedido pela invariável incessante da pressa, arde como a pele salgada. Não sei bem o que arde mais; se essa pressa, se a sabedoria que não valeu de nada, o saber que nada significou. Que o que te entreguei, das palavras, do suor, do beijo, foi como um assobio apressado, momentâneo de prazer pouco severo. Diz-me apenas, nem precisas de explicar, o que eu te dei, o que te fiz, faço sentir, o que te ensinei, o que foi a noite rasgada nos dias que passas hoje sem mim; foi só uma conquista louca, difícil, ou foi aprendizagem?
Talvez seja bloqueio, ou talvez seja apenas percepção feroz do que o tempo tanto regurgita. Que talvez me entreguei, por tão pouco aceite que tenha sido, a uma loucura que não foi levada com ternura. Como eu acharia que iria ser. Tenho saudade da liberdade.
Talvez seja bloqueio, ou talvez seja apenas percepção feroz do que o tempo tanto regurgita. Que talvez me entreguei, por tão pouco aceite que tenha sido, a uma loucura que não foi levada com ternura. Como eu acharia que iria ser. Tenho saudade da liberdade.
Saturday, April 18, 2009
Friday, April 17, 2009
Lembrança
A noite vem já tão segura; com cheiro intenso á certeza que o manto escuro vai tapar tanto mais que apenas luz. Tudo sucumbe ao medo dessa escuridão; as coisas menos verdadeiras. Sou mais eu, pelo menos mais sem medo. E a noite vem, chega, acarinha a necessidade de estar mais perto de ti. Somos da noite, porque do dia não podemos ser. Se eu fosse o caminho que tropeço, tu me caminhasses sempre assim na pele, os teus dedos arrastados no meu braço, no meu pescoço, no meu braço outra vez. Mas não dura. É tudo tão soturnamente intenso que parece durar apenas um quarto de hora.
Imagino uma vida inteira, ao invés de uma só noite. Mas imagino apenas porque me forço a isso, nesta minha noite hoje sinceramente só, escura ainda, ainda mais escura sem ti. Há qualquer coisa ferida em nós, pouco tímida, mas inquieta. E este caminho que percorremos, nesta ausência física, mas explosão eminente, parecemos quase iguais, distantes, coniventes. E as palavras que são vultos de dia, a noite sabe arrancar, transformar, proclamar. Só a noite as sabe arrancar sem doer. E quando penso que a noite cai, e o dia se ergue sem medo, distante sim, mas agreste, cheio de força e calor que não é o meu, eu sei que talvez me dei demasiado para aquilo que a tua alma pode dar de volta. E mesmo que não o sinta logo, eu sei-o.
Persegue-te, ateia-te nesses teus sonhos perseguidos ao redor das promessas que a vida te fez, e não cumpriu. Larga apenas esse grito, faz-te feroz. Mais terno, mais bonito. Tens de te querer mais, em simplicidade. Persegue-te. E se iniciares uma perseguição total, não a abandones.
Não a abandones. Nós seremos cúmplices o resto da vida.
Imagino uma vida inteira, ao invés de uma só noite. Mas imagino apenas porque me forço a isso, nesta minha noite hoje sinceramente só, escura ainda, ainda mais escura sem ti. Há qualquer coisa ferida em nós, pouco tímida, mas inquieta. E este caminho que percorremos, nesta ausência física, mas explosão eminente, parecemos quase iguais, distantes, coniventes. E as palavras que são vultos de dia, a noite sabe arrancar, transformar, proclamar. Só a noite as sabe arrancar sem doer. E quando penso que a noite cai, e o dia se ergue sem medo, distante sim, mas agreste, cheio de força e calor que não é o meu, eu sei que talvez me dei demasiado para aquilo que a tua alma pode dar de volta. E mesmo que não o sinta logo, eu sei-o.
Persegue-te, ateia-te nesses teus sonhos perseguidos ao redor das promessas que a vida te fez, e não cumpriu. Larga apenas esse grito, faz-te feroz. Mais terno, mais bonito. Tens de te querer mais, em simplicidade. Persegue-te. E se iniciares uma perseguição total, não a abandones.
Não a abandones. Nós seremos cúmplices o resto da vida.
por favor,
dá-me palavras mais ternas, mais cuidadas; com sabor aos gestos que me dás quando estás perto de mim. As palavras são tudo o que podemos guardar hoje, tudo o resto não podemos, quereremos sequer? Pergunta feia, inóspita. Claro que quero, anseio tudo o que os teus gestos, o teu olhar, a tua mão me prometeram, sem nunca pensarem que eu cobraria. E nem o posso fazer. Escrevo palavras forradas a lembrança, repletas de uma total fotografia que tenho tua. Óculos postos, olhos ainda assim semicerrados. Uma conversa nossa livre, espontânea, eufórica de descoberta. Descobri-me também em ti, acreditas?
Mas se me queres ser alguma coisa, dá apreço a estas palavras, revoltando apenas ternura. Sê mais sincero, mais apaziguante, mais sereno. O ritmo das tuas palavras não tem de acompanhar o batimento do teu coração. Ou então não sejas nada; que é somente aquilo que podes ser. Por isso digo; tudo o que se sucede nada tem a ver connosco. Por favor, dá-me palavras mais ternas, ou guarda silêncio.
Mas se me queres ser alguma coisa, dá apreço a estas palavras, revoltando apenas ternura. Sê mais sincero, mais apaziguante, mais sereno. O ritmo das tuas palavras não tem de acompanhar o batimento do teu coração. Ou então não sejas nada; que é somente aquilo que podes ser. Por isso digo; tudo o que se sucede nada tem a ver connosco. Por favor, dá-me palavras mais ternas, ou guarda silêncio.
Subscribe to:
Posts (Atom)
Blog Archive
-
▼
2009
(58)
-
►
April
(11)
- O sol quente, seco, derretido, incomoda-me a alma ...
- terei de me desprender..
- Lembrança
- por favor,
- o que queremos?
- all lovers betray
- Viver apenas porque sim, apregoa não sinceridade. ...
- do meu ar James Dean
- "that knowing is better than wondering. that wakin...
- és o fogo onde me quero queimar
- tenho de me fazer viver; o medo que tenho sempre a...
-
►
April
(11)