Saturday, October 30, 2004

Mergulhas na infelicidade
Ressoas em ti, aí dentro um grito
Perdes-te no mundo com saudade
Daquilo que temes e proteges.

Essa ansiendade perdida
Como uma chama há muito ardida.
Olhas para ele e sorrir
Pois no fundo ainda te sentes infeliz.

Sim, ele provoca.
Sim, ele renuncia.
E tu como gaivota
Livre, sem senão, olhavas enquanto ele ria.

Ainda hoje te sentes a pairar
Sem o poderes abracar
Enquanto o mundo corre
E tu te sentes pobre
do Coração...

Mas no fundo sabes que não o podes amar
Pois já comecas a desesperar
Por tanto tempo esperar
Uma maneira de o arrancar
de ti.

Sim, és tu de quem falo.
Menina perdida em céu aberto.
Conta comigo e com todos.
Segue a alma sem chorar.
Pára de gritar, Pára de chorar.


Para a Carlota do meu coração.

Rosas

Dedicou-se. Perdida, encontrou-se. Sorriu. Sentiu. Amou. Perdeu. Morreu.
Aconteceu que aquilo que mais amava atiçou contra ela o mais assustador dos monstros: a solidão. Está perdida sim. Estás perdida sem ele, mas podes-te reencontrar. No fundo é como olhares para o sol. Podes escolher dois caminhos: Continuas a olhar e cegares ou desviares e encontrar o teu refúgio, longe desse montro. És tu Maria Tavares, que mais temo a tua felicidade . Está longe de ti, de mim. De todos nós. Segue o teu rumo, não estanques. Tiveste um corte profundo na pele, chegou ao coração, mas no mundo presente tu tens outra escolha: curar ou adoencer? (Elouquecer?) A cura é todo o apoio das flores ao teu lado. Magníficas flores com que tu própria te identificas. Sim isso mesmo. Os teus amigos são rosas, e quando apenas conseguires ver neles os espinhos, olha para mim, pois eu estou sempre pronta a desabrochar. Sim isso mesmo novamente. Estou aqui para tudo. Estou contigo em todas.

Uma união.

Precisava de uma união. E pelo sorriso da minha irmã percebi que estava, ela unida a alguém de alguma maneira. Perspicaz, talvez, tentei perceber porque tantas noites chegava ela, apesar de estoirada, completamente FELIZ. Fez-me um pedido e eu, por gostar daquilo que ela me estava a pedir, acedi. Assisti. Gritei. Emocionei-me. Estava ali a verdadeira união. Mais que profissionais, boas amigas. Amigas verdadeiramente unidas por 1 factor em comum: Futebol Feminino. Ali percebi que por se ter algo em comum, e ali estava presente o gostar de futebol - gostar não amar - pode-se unificar e harmonizar aquilo que se chama "contar com os amigos...para tudo". Sim estava realmente emocionada quando cheguei a casa, pois para além de ter ganho, a minha irmã estava feliz de ter ganho bem e com quem tinha ganho.
Assim esperimentei um dia o treino, e senti isso mesmo dentro de mim, e apesar de não poder treinar desta vez, a minha verdadeira equipa é Ponte de Frielas...Mais que Frielas é: UNIÃO de Ponte de Frielas.

Thursday, October 28, 2004

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Áqueles que vão digo adeus.
Áqueles que vêm digo olá.
...Meias brancas não.
»


Momento cómico no autocarro. By Carlota Torres Pereira. (Charlotte)
«
Dentro de uma lágrima tua
Afoga-se o meu ser
E como medo de me perderes
Consomes-me.
»


By Marta Rebelo de Andrade.

Para a Martinha

Observo aquela rapariga. Bonita rapariga. Marcada pela saudade de alguém que pensava amar. Amou. Tem saudades de amar. O seu maior objectivo é ser amada, em volta. E está marcada de solidão. No entanto sorri, espalhando por si a felicidade de que ela própria necessita. Felicidade essa temporária, mas que ela não esquece nunca. Está apenas a uma carteira ao lado, mas eu sinto a sua mágoa. É sem dúvida uma grande mágoa.
Como lhe direi que pode ter a minha ajuda? Marta: Podes contar comigo.


Sempre.

Tona

Dou um passo. Escrevi para ti. Hoje já não escrevo. Mas por alguma razão tu estás sempre presente. Vagueio. E sinto uma dor aguda. Caio sem sentidos, num buraco cheio de luz. Acordo e sorrio. Saí daquela prisão. Saí de ti. E estou aqui. Tremo pois no fundo falta uma parte de mim. Tornei-te parte de mim, mas hoje estou feliz por te ter perdido. Desaprisionei a tua alma...e a minha. Já não falo de ti. Já não penso em ti, mas ainda estás dentro de mim, mas livre. Agora sou eu quem nasceu. Corro pelo Mundo e dou-lhe o valor de ouro. No fundo ele é ouro que reluz. Ouro que já não es tu. Perdi-te mas ganhei a vida. Estou novamente à tona...Finalmente.

"...E sorris novamente!"

Monday, October 25, 2004

Tropeco em saudade. Fazes-me falta...
O meu espírito está entorpecido e a alma magoada. És fumo que se dissipa mas que a um novo fôlego te tornas de novo vísivel.
Usufruir da felicidade torna-nos mais fortes? Não. Nunca desistir e encarar a vida como ela é e que a vai fortalecer. Mas é difícil! Tás dentro de mim... mas eu para ti não ocupo lugar importante, mas sim vago. As linhas do meu incosciente transformam-se em algo palpável e tu reapareces.
Não te consigo tirar da alma. És o meu ser, a minha vida. Nada do que aprendo porém é ensino, porque nunca esqueco e torno-o infeliz.
Uma gota cai do céu, uma lágrima cai de mim... e tu estás a meu lado. Sorris mas nada dizes.

És tu.

O coração bate, tu passas por mim...será que levo a vida significativamente? Será que não?
Tudo se dissipa em partículas estranhamente pequenas que me fazem completar. Os membros rangem novamente e eu caio... sem destino. Porque não és tu o meu destino?
É-me difícil pensar na vida contigo, mas é mais forte que eu e esforco-me. É o meu desejo! As labaredas do sol flamejam e refletem perigo para todos...tu para mim és incêndio! Incêndio que me consome, como o fogo consome a velha lenha perdida no chão. Molho-me na chuva sem dó nem piedade e comparo-me ao falhanco. Vejo o meu reflexo no chão, numa das inúmeras poças de água situadas no pavimento e pergunto: "Estará tudo mal? Serei eu o erro?".
Sinto falta de uns braços quentes a proteger-me...tu não estás aqui...e a tua ausência influencia o meu ser...
És um anjo, não és imortal, mas ao "voares" ultrapassas a intensidade dessa palavra...
És tudo para mim. És a gargalhada, és o choro, és TUDO. És TU!
Eu caio...e tu permaneces.

Sunday, October 24, 2004

Sermos Criancas

Quantas pessoas não dariam para agarrar nesse tempo? Mas passou. E Deus não nos deu essa mão. Esse tacto. Pessoas cresceram a refugiar-se na pequena criança que sempre haverá dentro de qualquer um. Outros apenas a manifestavam em ocasiões muito especiais. E ainda outros esqueceram-na para sempre. Para sempre é muito tempo. Talvez não tanto como isso, ou mais até. No entanto, e cada vez mais sublinhado, todos sabem que o tempo não volta atrás. A vida é toda ela uma. Que seria dela sem acontecimentos? Sem aqueles de quem amamos. Será que seríamos mais felizes? E menos? Quando éramos crianças isso não importava, havia apenas dois pequenos estados de espírito: a felicidade e o pleno egoísmo. Este último muito conhecido por quem tem irmãos mais novos. Mas a felicidade, essa, todos nós sentimos. Ou deveríamos ter sentido. Era fundamental. Antes parecia que podíamos controlar o tempo. Hoje não sabemos onde estamos e quando não estaremos sequer. E nem aproveitamos. Eu tento, mas não consigo. Faz dois anos que não consigo aproveitar cada momento como se fosse o ultimo, e isso faz-me confusão. Tudo passa muito rápido. Acordo e logo como a seguir acabo por adormecer. Dormir? Uns acham perda de tempo, outros acham uma necessidade física, que sem dúvida o é. Mas será perda de tempo? Não será apenas um repouso fundamental de espiritualismo em que não nos apercebemos mas estamos mais em nós do que no restante tempo, no espaço real? Não sei. Não sou bruxa. Muito menos filósofa. Mas sei, e já caí em mim e apesar de muitos outros ainda não terem “caído” , que se temos a necessidade de viver, porque pura e simplesmente não o fazemos? Sabem o que eu vos digo? Pecam as desculpas que quiserem a quem tiverem de pedir. Não percam tempo. Amem quem têm de amar. Não tenham medo. E também entreguem-se a Deus. Jesus entregou-se por nós. E principalmente não deitem nada a perder. Pois aí vão conseguir “ver” o verdadeiro significado da expressão: “depois será tarde de mais.”

O tempo.

Um dia senti-me aqui, ontem já não. Há muito tempo estava aqui, hoje já não estou.
Tanto tempo permaneci, e tanto tempo dissipei, hoje sou a forma química do pensamento, em que tantas pessoas galopam.
Existo? é a dúvida. "Penso logo Existo." Mas será que penso? Será que o que vejo, vejo realmente? Sexto sentido penso não ter, nem poderes extra. Apenas concentro em mim a ânsia de permanecer por anos e anos. Aquilo e que penso não é sempre o mesmo. Por dias fazem sorrir, e noutras horas fazem-me permanecer calada , como que sem cordas vocais. Sinto-me transparente e fria, como que acabada de mergulhar num regato límpido de uma altura de 100 metros. Os ossos estalam e os membros contraem. Oico um grito que me arrepia até à medula. E depois o silêncio.
Penso não ter tempo. é esse o maior momento de medo. O tempo é fundamental para mim. É vital. Pode ser para todos, mas para mim é relevante para o meu estado aluvial do ser. Defenição de estado de espírito? Sei que se modifica constantemente, mas não encontro a razão para essas simultaneas mudanças.
Olho para aquela pessoa e explode em mim a enorme necessidade de ficar aqui. Novamente o tempo. Porque tem o tempo de passar? Talvez nem o tempo exista já. Quando encontramos alquém, o tempo passa a não fazer sentido, sem importância.
Acho que ainda não encontrei a pessoa. Talvez tenha de procurar, talvez de esperar. Outra vez o tempo. Tudo está aqui, em estado sólido, mas talvez seja ilusão. Tal como tu. Ou eu. Talvez nada disto exista. Para onde iremos quando a ilusão acabar? Ninguém sabe. Não tenho medo disso. Tenho medo de não voltar a sentir aquilo que sinto. Esta constante absorção de sentimentos e de confusos movimentos. Esta sensação de estranho respirar, apesar de ter sempre estado aqui. Rir e Chorar. Não sei do que falo. Será perigoso, ou falso. Verdadeiro ou livre. So sei que quando a ilusão acabar tu vais deixar de estar aqui. E os segundos, horas e minutos, dias, anos e séculos, tudo isso vai passar novamente a fazer sentido e eu vou permanecer calada... como que sem cordas vocais.

Saturday, October 23, 2004

Abandono..

Durante grande parte do meu tempo reflito
Como seria bonito
Abracar-te e sorrir
E sentir que nunca teria de partir.
Para sempre te abracar
Como o mundo abraca o mar
e sentir-me feliz por estar segura
acabar com a minha amargura...

Mas depois como nos filmes caio em mim..
E tudo o que era feliz transforma-se em sombra..
Para depois derramar em mim
Lagrimas sem piedade.
E permaneco..
Num lugar que não me é estranho mas ao qual nao pertenco.
Para desejar um sitio apertado mas que chegue para mim
Para poder chorar e apodrecer sem fim.
A magoa e negra e escura
E aquilo que eu sinto agora e essa amargura
De que tu me alertaste
O medo da felicidade.
Porque se tem medo de um sitio quente?
Porque permanecer na lagrima?
Naquele espelho sem reflexo
Tal como a minha alma despedida neste complexo.
Es tu aquele ao qual eu toquei e roubei.
Aquele que chamei
Chamei e respondeste sem senão
E mais tarde fui eu que renunciei, que disse não.
Fui eu que me desgostei e ataquei.
Sou eu que me detesto
Como forma de protesto.
Mas de uma forma ou de outra mudaste a minha vida.
Ensinaste-me que o amor pode trazer infelicidade,
mas principalmente aquela felicidade
Que nos faz dar a mais pura gargalhada.
Sentimo-nos numa alhada quando chocamos com o amor.
Mas alhada ou nao tudo o que se sente e um ardor
ardor que nos toca como uma chama da mais quente vela
e onde podemos apaixonar o pingo da sua fonte,
tambem no amor podemos passar barreiras e pensar que um dia
ao percebermos o nosso coracao poderemos escolher o caminho
caminho de felicidade ou de perdicao.
Mas nao percamos a compaixao e admitemos que se pode realmente ser feliz
e so se querer. E tudo isto porque te roubei a alma e a fiz voar, fugir de ti.
Isto porque aquilo que pensava amar foi o que no fim parti. E agora eu estou partida...
como que o meu corpo caido e vulneravel e a minha alma perdida, extraviada.
E tudo um estado de mente?
Nao...e tudo um estado de nós.

Para ele.

Pensamentos? Sentimentos?

Hoje finalmente estou reavivada. Quero viver, quero mudar. No fundo não te quero perder, mas não se pode ter tudo. Perdi-te é verdade, mas ganhei outros com quem quero estar. De quem falo e gosto de chamar. Aqueles que eu amo, de uma maneira diferente, mas é amor na mesma.
Todo o dia te espero na ânsia de ouvir de ti uma palavra sentida, mas o fim do dia chega depressa e de ti só vem o cheiro de um amor perdido e naufragado. Acho que já nem ligo, apesar de saber que no novo amanhã que está a chegar talvez nem seja isto que eu desejo. Talvez sejas tu, talvez não. Não sei. A indecisão torna-se parte da minha virtude. A minha virtude de te amar está a chegar ao fim, pois eu finalmente consegui ver que não te perdi, isto porque nunca te tive. Tavez tenha tido a tua alma, mas isso é pouco comparado com o que te dei. A dor percorre-me a alma e eu desisto. É possivel ter-se saudades do que nunca se teve? pergunto.. talvez sim. Eu tenho. Lutei, nao viste nao sentiste. No fundo nao me sentes. Nao me ouves. Não sou nada para ti, mas ao menos sabes quem sou. Aquela que amas não sou eu, aquela que amas é tudo aquilo que quiseste que eu fosse. E tambem eu desejei alguem que hoje não es tu. Aspecto de mudanca imaculado. E Deus sabe que no fundo não desisto. Deus sabe que no fundo te amo mais que qualquer pessoa. Mas o fundo também está perto, E eu estou farta de tentar sair de lá. Talvez consigo e amanha talvez volte a mergulhar. Mas hoje estou feliz. E é a tona que quero estar.

Thursday, October 21, 2004

As Saudades.

Sinto-me mal. Por dentro não me sinto viva. Sinto-me a pairar, como que fosse cair. Sinto-me pálida por dentro. A precisar de ar, e de tempo. A pressa inconsolável do dia-a-dia consome-me e eu desejo o fim. O fim, não vital, mas sim daquilo que menos sentido faz para mim agora. A escola está a exigir de mais para mim. Os amigos...estou a exigi-los de mais eu própria. Porquê? Porque continuo aqui? O fumo da cidade entorpece-me e tenho medo de viver numa sociedade de pressas. No entanto, a família e os amigos completam-me. É típico de mais afirmar isto. Mas todos nós chegamos, algum dia, a essa conclusão. No entanto...custa sempre percorrer um caminho. O caminho para Deus está-me a ajudar a saber o quanto sou amada, e a perceber o quanto gosto de tudo aquilo que tenho. Mas mais importante, o quanto sou capaz de amar. Porque corre o tempo assim? Sou uma pessoa sensível, admito. Até pelo tempo choro. Parece que ninguém percebe as minhas lágrimas. Cada uma. Nenhuma. O sal que cada uma contém, contém tudo o que se pode reflectir de uma vida inteira. Nelas deposito a minha fé. Mil lágrimas não valem um verdadeiro sorriso. Hoje é-me difícil sorrir. Penso porque parei de sorrir. Penso porque fiz inúmeras coisas. E penso se seria possível parar o tempo, para ter tudo aquilo que me poria e irradiasse dentro de mim uma daqueles alegrias, das mais puras. Só me sinto feliz perto do mar. As ondas e o céu azul são aquilo que dentro do meu coração me fazem esboçar um sorriso...E no entanto as saudades permanecem. E sinto-me a única pessoa a querer reaver aquilo que perdeu e voltar a sentir aquilo que sentiu... Em dias azuis, com um sol radioso a brilhar reflectido no azul do mar. Quando eu não temia o tempo, e quando achava viver numa sociedade onde o amor permanecia no olhar de cada um, deixando as horas, os minutos e os segundos no relógio do alto da torre para onde só se olha quando se espera aquele de quem se ama. E penso por fim...que não me posso deixar levar por aquilo que mais desejo. Tenho de me encontrar a mim própria e procurar aquilo que tenho de passar a desejar. Talvez encontre...Talvez não. Isso só eu posso encontrar. E por isso eu vou procurar de alma e coração... E se não encontrar, morrerei a pensar que pelo menos tentei.


Tuesday, October 19, 2004

O inicio...

"Escuta o teu coração.
(...)
Ele conhece todas as coisas.
(...)
Porque onde ele estiver,
é onde estará o teu tesouro (...)"
Paulo Coelho
O inicio de tudo é aqui. Comeco as minhas escrituras, os meus desabafos os meus dias tristes ou risonhos. É uma nova fase da minha vida, apesar de ser apenas um blog. Aquilo que aqui fica registado são as marcas...
A capacidade de amar é a capacidade mais bela que temos. Não é facil amar uma pessoa, assim como não é facil deixar de amar uma pessoa. Dentro do nosso coração estão as palavras, temos apenas de aprender a ouvi-las. É tudo um estado de espirito malicioso, indigno de ver. É mais do que isso: é amor...