Thursday, December 23, 2004


Esta é a vista de minha casa. Da sala aliás, e do quarto da minha irma maria. Há pessoas com sorte realmente. AH! e do quarto dos meus pais. Basílica da Estrela e Rio Tejo e as luzinhas lá ao fundo. Realmente um bonito amanhacer. Posted by Hello
Ando-me a baldar imenso. Ou alguém me dá uma pancada na cabeca ou não veem posts durantes dias a fio, e quando escrevo é coisas sem o minimo do interesse, falar sobre coisas que mal conheco ou pura e simplesmente sinto. Coisas que metade das pessoas nem consegue entender, outras só percebem que sou estupida ao ponto de me interrogar tanto sobre coisas que devem estar no seu canto sem serem questionadas e outras que pensam que sou completamente maluca. Nem uma única se deve relacionar com o que escrevo, bem que a minha professora de português me avisou o ano passado que o meu corpo de texto nem tinha cabeca nem pes, mas ao menos tem coração. Deveria ter postado a dar os parabéns à minha irmã, postado sobre o inicio das férias e também, a pedido do António, do principio das aulas, mas quanto a isso vou acendendo aos poucos e qualquer dia posto mesmo, o pior é o que me move no António é acreditar estupidamente que irei algum dia ganhar o total do prémio da semana do EuroMilhões. Bem mas continuando, é véspera de Natal. Está tudo na net, onde é que a malta tem cabeça? É nestes momentos que menos me apetece estar aqui, nem sei porquê. É estranho que é no fim do ano que me apercebo que há coisas que não valem a pena, nunca valeram mas é só no fim do ano que eu percebo isso. Mesmo já as conhecendo dos anos anteriores, durante o ano esqueco o valor e só ao fim do ano presente é que me apercebo minimamente. Há mesmo coisas que não valem a pena, mesmo com imagem metidas nos olhos de coisas completamente inversas. Provavelmente se me perguntarem que coisas são essas não vos arranjo resposta, apenas o sei, apenas o sinto. É nesta altura do fim do ano que se acabam os privilégios, que passam a ser todos diferentes todos iguais. Mas em Janeiro volta os amigos mais chegados, os sabores preferidos as actividades rotineiras e as noites de que mais gosto. Mas isso só em Janeiro. Fui agora à arvore, tem mais presentes do que estava à espera, e eu não tenho para ninguém. Vou ver se vou amanhã à baixa de manhã, véspera de Natal, 24 de Dezembro, comprar os presentes para a família. Mãe, pai, Mary, Mafalda e prima surpresa. Carlota e Inês provavelmente só vos dou para o ano. Eu prometo que a seguir ao Natal e passagem de ano venho diariamente, mas até lá esperem.

Bom Natal.
PS: a minha irma Mary fez 20 anos dia 21, grande festa. Quem sabe, sabe mesmo. Eheh. Parabéns Mary.

Sunday, December 19, 2004

Corta-mato

Passa a relatar o fantástico dia de terça-feira, 15 de Dezembro. Foi um dia particularmente oferecido pelas gargalhadas de um caminho a percorrer e um destino a libertar de ânsias e um estranho histerismo e apreensão. Que o diga a Mafalda, que apenas lutou por um lugar à frente da Cristina. Estranhamente fui a única que me ri com isso. Rir foi pouco, libertei uma série de garganhadas de uma piada extrema, de facto a Mafalda tem muita graça. Mas para mim, o ponto alto do dia, para além da chegada triunfal da Mafalda, foi o segundo corta-mato organizado pela Carlota, ora só podia.
Bem, eu até estranhei entrarmos por um caminho com o sinal proibido, mas também nunca imaginei que a agronomia fosse uma selva de cactos. Bem até doeu ouvir a carlota a dizer "não me lembro de passar por aqui" passada meia hora de caminho da placa com o sinal, e por alguma razão a carlota numa questão de dois segundos passava de primeira a última pessoa da fila indiana. Mas se doeu perguntem às minhas pernas, pois estava de calções. Se quiserem até vos mostro as marcas nas pernas. Mas até aqui muito bem. Até aqui, porque o vasco às tantas fez questão de continuar em vez de voltar para o pé da imaculada placa. Não. O Vasco fez mesmo questão de continuarmos e ainda gritou com todas, indo lá para a frente, ou seja tomou o lugar de líder na expedição. Parabéns Vasco, vais ser tu a cuidar das minhas pernas. (ou então não...).
Mas gostei particularmente da queda da Marta e dos gritos da mesma, isto porque segundo ela havia cobras de cinco em cinco segundos. Marta só uma coisa: Não há conbras num mar de cactos. A aventura só terminou quando chegámos à estrada, a seguir a passamos pela casa da velha blair wich portuguesa, finalmente. Sim e o Vasco estava radiante e com um brilhozinho nos olhos por ser o líder de uma trupe de raparigas giras. Enfim, foi bonito a aventura no vale encantado dos cactos da Carlota. Ah sim e ela como se nada fosse ainda foi andar descalça pelo pavilhão grande do liceu, isto só a mim.

E depois

E depois o mundo anda feliz e eu posso até acompanhar a sua felicidade, mas até quando? Quando o mundo chove tristeza pelas nuvens carregadas de dúvida e desconcentração surge amor incondicional pelas grades de uma prisão de pernas para o ar e onde a gravidade não existe. E depois há o sonho e o mundo sorri outra vez. Aí eu não temo apaixonar-me por algo que não conheco, e aí pouca esperança me falta. Existe sequer esperanca nos sonhos?
E depois vem o medo de estar só. Sinto-me perseguida por um remorso que mexe com as minhas entranhas. Mas o mundo não deixa de estar feliz e consequentemente eu também estou. Isto toca-me como se o fosse o meu estado de espírito habitual, e de facto é. E depois surjo como pessoa sentimental aos olhos de outros, mas nem por isso deixo de estar assim, nem o mundo. Tenho uma vida espectacular.

Friday, December 10, 2004


Quero tanto ir para a Ericeira. Aquecer a casa e pô-la a cheirar a lenha. Limpa-la para no dia de Natal estar a brilhar. Ficar na expectativa com os presentes, mas mostrar que já cresci e que não conto afincamente as horas para a meia-noite ou fico a noite toda acordada a espera de provar que o Pai Natal existe. Agora percebo que Natal não é presentes. Passar toda a noite á "luta" com o meu pai na brincadeira, a rir-me com a minha mãe e a falar sobre tudo com as minhas irmãs. Esquecer tudo por momentos por estar ali, onde pertenco com a minha família no conforto de uma casa quentinha pelas chamas da lareira, ali na casa, na minha casa. Saudades de ver a mesa quase a ceder com o peso da comida de natal, coisas óptimas feitas pela minha mãe. Arranjar tudo, para a nossa própria família estar feliz onde é de facto a nossa casa. Tou farta das correrias desta cidade, do frio constante e de não poder pensar que tenho o quentinho à minha espera. Normalmente quando chego a casa ela está escura e gelada. Olho para a janela e é tudo cinzento e sombrio. Na ericeira não, por mais frio que esteja, olho para o mar e nele há sempre o reflexo de um raio de sol que conseguiu penetrar pelas nuvens carregadas de chuva. Lá é tudo tão bonito.  Posted by Hello

Tradução Petrarca - Pace non trovo

"Paz não encontro e não quadra a guerra,
E não temo e espero e ando e sou de gelo,
E voo além do céu e estou por terra,
E nada aperto e todo o mundo abraço.

Quem me tem preso não me abre ou cerra,
Nem por seu me retém, nem quebra o laço,
E não me mata Amor e não me larga,
Nem me quer vivo nem me desenreda.

Vejo sem olhos e sem língua grito,
E anseio por morrer e peço ajuda,
A mim mesmo aborreco, a outrem amo.

De dores só me nutro, rindo choro,
Igualmente desdenho morte e vida:
E tudo isto por vós, [...]"

tradução: Esther de Lemos
Porque é que quando parece que me inspiro a inspiração vem do meu mundo mais negro, do meu lado mais obscuro? Estou estoirada de ser negativa, das minhas escrituras estarem presas numa lágrima, do meu grito ser de uma revolta entalada na garganta. Acho que me vou prender áqueles amigos que nunca desistiram de mim e passar esta dor para trás. Não esquecerei, mas não consigo viver mais com ela. Será que estou livre para ser livre?
Preciso de motivação para deixar de pensar que tenho culpa. Secalhar tenho, mas tou farta de perder vida e não ganhar nada. Farta de perder pessoas e não actuar para as prender. Farta de sonhar e não passar tudo de sonhos. Tou farta de esperar e só ver o tempo passar. Farta de me passar da cabeca quando pordia estar a chorar e a deitar tudo cá para fora. Farta desta situação e de achar que tudo é feio e triste. Farta de mim e do que sou. Farta de estar aqui e não poder agir. Tou farta. Olhar à minha volta e sentir que não está ninguém pra me fazer chás quentinhos e botijas de água quente. Farta também de sentir frio enquanto choro a rir. Farta de me sentir perdida e não deixar de estar no mesmo sítio. Quero sair daqui, deste mundo incolor e de dor para sentir que sou feliz e que pertenco algures.

De volta

Bem acho que finalmente despertou em mim o sentimento da saudade para escrever novamente. Não é escrever em papel como rascunho e depois derramar o verdadeiro sentimento aqui, sobre forma bem mais organizada e bonita. Não. Tenho visto coisas que quero por aqui. Um poema que me marcou numa aula de português, textos que ja foram escritos há semanas mas verdade seja dita nem sequer tenho visto quem comenta, quem nao comenta, portanto fechei os olhos ao meu próprio blog. Talvez por causa dos testes, talvez por causa de falta de paciência, não sei, só sei que tem acontecido. Agora o que postar pode nem fazer face aos meu sentimentos, muito menos ao meu estado de espirito que e bastante agradavel, pelo menos eu acho. Sim agora e. Estou de volta.

Wednesday, December 01, 2004

Cinema ó mania

Bem tenho uma confissão a fazer: estou completamente cinemómaníaca. Viciada em ir ver novos filmes e presenciar as melhores salas de sempre comer baldes de pipocas quentinhas e deliciar-me com a "sprite-dos-cinemas-do-el-corte-ingles" que digam o que disserem são melhores que qualquer outras sprite. Hoje, feriado e todas as minhas amigas se cortaram a ir. Ninguém faz nada de jeito. As de artes estudam geometria discritiva. As de humanidades não fazem nada, a carlota não pode sair e a marta nao lhe apetece julgo saber porque. Não perguntei a muitas mais pessoas. A minha irma mafalda ta no cinema com o joao e a maria faz questao de desligar o telemovel. Sozinha não me apetece, porque ai tinha de gastar um dinheirao em taxis, isto porque nao sou inconsciente ao ponto de me meter num 42 cor de laranja depois do escurecer, tenham la paciencia. Até em casa tou sozinha. So me resta que chegue alguém. O meu quarto ta com montanhas de roupa, quem me conhece já sabe como eu sou. Nem a cama ta feita. É feriado. O meu pai foi lanchar e ver o sporting, a minha mae ta em casa da tia graca. God bless me que fui renunciada pela familia, para não variar. So quero e que chegue o natal em casa da avó e que desta vez ela esqueca os confrontos com a adelaide e peca as "empadas da adelaide". Sim espero. Como vem ainda nao chegou a inspiracao. Tou a espera da minha irma maria pode ser que vá comigo quando chegar. Ela curte filmes como eu.
Estava aqui a pensar, que não ando muito inspirada. Nao tenho comentado noutros blogs, mas isso nem custumo fazer muito, nem ando a por posts. Tenho andado quieta demais. O silêncio é perturbador, mas também pode ser incentivante. Mas admitam: alguém sente a falta da tanta "alegria" do meu blog? Imagino que sim, ou entao não. Enfim. Que falta de assunto, que falta de imaginação e que falta de originalidade.
Hoje fui almoçar com a minha mãe e com a minha irmã Mafalda. Bem há muito que não passava assim tempo com a minha mãe. Á muito que tenho sempre tanta coisa para fazer, ou assim penso, para me privar da sua companhia. Dela e do meu pai. Vou deixar as saídas á noite para os meus 18 anos e aproveitar esta época do Natal para estar mais com a familia. Ver programas geniais, organizar horas bem passadas e persuadir a minha mãe para passarmos o que poderá ser o último Natal na Ericeira lá. E talvez amanhã me venha a imaginação. Vos garanto que quando vier vao ser bombardeados com pedidos de recolha de dinheiro para o blog. Na brincadeira, claro está. Ou como diz o pyny talvez nao.