Saturday, February 26, 2005
Estou sozinha em casa com o propósito de ter de estudar. E ainda não me mexi para esse proposito. Tenho tudo a postos, ali em cima da mesa. Mas não me aproximo. Não me quero aproximar. Para estudar preciso de silêncio, e o silêncio numa casa vazia é constrangedor. E arrepiante. Devia ter ido com os pais jantar à ericeira. Ao menos saia desta casa fria. O aquecedor está ali no corredor, mas acho que desta vez o frio não acabará por ele. O frio é de estar sozinha. Cruelmente sozinha. Não estou em paz de espirito, admito. Não quero parecer confusa. Eu não estou confusa. Sei bem o que quero, e dentro disso há tanta coisa. Tanta tanta, que pareco que sou pequena demais para subir dois degraus de cada vez, o que habitualmente até faço. E eu antes via a minha irma maria a fazê-lo. Nessa altura ainda tinha aqueles caracóis loiros. E limitava-me a ve-la subir dois degraus de cada vez. Esperimentei. Que tipo de criança não deseja fazer tudo aquilo que a irmã mais velha faz? Tentei, tentei mas não conseguia subir dois degraus de cada vez. Então tentei descer dois degraus, mas a meio da queda arrependi-me. Não não me arrependi, apenas me limitei a chorar. Escorrei e cai 5 degraus. Quando cai lá abaixo fiquei pasma e sorri. E só depois é que me começou a doer tanto como a queda prometera. Mas sorri antes. Em vez de 2 conseguira descer 5 degraus ao mesmo tempo, e senti-me tão grande. Mas não o repeti. Hoje sei que se descer volto à estaca zero. Tenho de tentar subir. Vou ver se o consigo fazer com os sapatos do meu pai. São o número 47. Ponho 10 pares de meias e já está. Mas entretanto tenho de ir para a mesa. O livro está lá à espera aberto.
Friday, February 25, 2005
Thursday, February 24, 2005
Mais um anjo no céu.
O sacerdote Luigi Giussani, fundador do movimento católico conservador Comunhão e Libertação (CL), morreu na madrugada de 22 de Fevereiro aos 82 anos, em Milão, vítima de uma grave pneumonia, segundo informou o movimento.
"A morte de Giussani é uma dor, uma perda para todos aqueles que acreditavam nele. Mas os seus ensinamentos foram tão importantes que permanecerão e darão o rumo às atividades de todos aqueles que tiveram o prazer e a opurtunidade de o conhecer, de relacionar-se com ele e de escutá-lo." - Silvio Berlusconi
"Estimo que vocês compreendam os votos que procurei fazer, pois é desses votos que vêm, em mim e, espero, também em vocês, uma grande paz no coração."
Padre Luigi Giussani
"A morte de Giussani é uma dor, uma perda para todos aqueles que acreditavam nele. Mas os seus ensinamentos foram tão importantes que permanecerão e darão o rumo às atividades de todos aqueles que tiveram o prazer e a opurtunidade de o conhecer, de relacionar-se com ele e de escutá-lo." - Silvio Berlusconi
"Estimo que vocês compreendam os votos que procurei fazer, pois é desses votos que vêm, em mim e, espero, também em vocês, uma grande paz no coração."
Padre Luigi Giussani
Wednesday, February 23, 2005
Ultimamente tenho andado, nem sei bem como. Conselheira de mim mesma. quando estou apta para certas situações mentalizo-me que o melhor é estar quieta. Não quero mais precipitações sejam elas quais forem. É melhor assim.
Não ando tão cabisbaixa como andava. Para ser franca acho que nem sei como estou. Não estou optima mas estou muito boa. Quer dizer não sei bem. Nunca soube. Alias antes sabia, sempre soube. Hoje é que não sei. Penso que tenho sacrificado coisas demais. E não posso ter medo de escrever. Não agora, não nunca. Simplesmente não posso. Não posso mesmo. E não sei o que resulta daí. Vejo-te todos os dias. Sei que me pediste para não escrever sobre ti. Sei disso, em parte tenho consideração. Não tenho escrito nada, por causa disso. Mas nao posso ter medo de escrever. Tenho revivido demais. Tenho-me proibido também demais. As coisas em demasia enjoam. Eu estou enjoada de tanta sinceridade, não tenho medo reconheco. Sim, direitos de autor. Ponto final. Será?
Não ando tão cabisbaixa como andava. Para ser franca acho que nem sei como estou. Não estou optima mas estou muito boa. Quer dizer não sei bem. Nunca soube. Alias antes sabia, sempre soube. Hoje é que não sei. Penso que tenho sacrificado coisas demais. E não posso ter medo de escrever. Não agora, não nunca. Simplesmente não posso. Não posso mesmo. E não sei o que resulta daí. Vejo-te todos os dias. Sei que me pediste para não escrever sobre ti. Sei disso, em parte tenho consideração. Não tenho escrito nada, por causa disso. Mas nao posso ter medo de escrever. Tenho revivido demais. Tenho-me proibido também demais. As coisas em demasia enjoam. Eu estou enjoada de tanta sinceridade, não tenho medo reconheco. Sim, direitos de autor. Ponto final. Será?
Thursday, February 17, 2005
Vim por este meio para vos pedir sinceramente que quando deixem comments deixem explicito de quem é o mesmo. Isto porque como diz a marta prezo muito o anonimato, mas neste caso gostava de saber quem comenta, seja anónimo ou não. Quem não se consegue registar ou nem sequer está para isso peço que deixem o nome no fim: "bla bla bla Ana" Por exemplo. Agradecia mesmo. Isto era para todos se não se importassem. Obrigada.
Outra coisa que eu gostava de dizer é que mais uma vez ando desaparecida. Não me apetece nada estar online nem na net. Prefiro ler. Ver televisão. Dormir. Qualquer coisa. Afinal faço qualquer coisa para acabar com a porcaria da rotina. Isto dá cabo de mim. De qualquer um aliás, hão de perceber isso. Aqueles que eu vejo todos os dias, e que normalmente são os que falo mais online falamos nas aulas. Não tenham pressas, eu ando melhor. Os outros, têm de esperar, é a vida. Só queria dizer que não estou em dias de estar na net, só isso, há quem perceba...
Mais uma vez obrigada. E desculpem qualquer coisinha...
"Por isso tenho numa caixa, por dentro, todos os pedaços da minha se juntam, e por fora, desenhada à mão, encontram-se versos marcados por ti. Pedaços pintados por ti." Obrigada Carlota.
Outra coisa que eu gostava de dizer é que mais uma vez ando desaparecida. Não me apetece nada estar online nem na net. Prefiro ler. Ver televisão. Dormir. Qualquer coisa. Afinal faço qualquer coisa para acabar com a porcaria da rotina. Isto dá cabo de mim. De qualquer um aliás, hão de perceber isso. Aqueles que eu vejo todos os dias, e que normalmente são os que falo mais online falamos nas aulas. Não tenham pressas, eu ando melhor. Os outros, têm de esperar, é a vida. Só queria dizer que não estou em dias de estar na net, só isso, há quem perceba...
Mais uma vez obrigada. E desculpem qualquer coisinha...
"Por isso tenho numa caixa, por dentro, todos os pedaços da minha se juntam, e por fora, desenhada à mão, encontram-se versos marcados por ti. Pedaços pintados por ti." Obrigada Carlota.
Saturday, February 12, 2005
Wednesday, February 09, 2005
Vou relembrar um bocado aquilo que não quero esquecer. Fora as minhas revoltas e a minha vida depois disso. Para falar a verdade tu entraste no meio de uma vida triste. Para falar a verdade duma fase triste. Uma fase de dor. Ya, pois foi eu lembro-me. Essa fase ainda hoje perdura, mas só quando o vejo. E não confundas as coisas. Provavelmente nem estás a perceber nada. E cada vez que penso naquele dia, ya choro. Porque foi uma onda perfeita num mar de turbilhões, de remoinho de lascas numa mente cansada. Porra. Foi uma coisa bonita de acontecer na minha vida. E foi só um dia, seguida de um sentimento que eu só conhecia de 2003. Esse sentimento perdurou, e só foi abalado como o epicentro de um sismo quando soube do que acontecera contigo. Na tua vida digo. Fui abalada e o sentimento também, mas fiquei tão feliz que nem me reconheci.
Hoje passaram imensos dias, noites. Calor passou a frio. A dor emanou, desintensificou-se. Mas as saudades triplicaram. Somam-se os dias, e soma-se a vontade de me dar contigo, e com o zé também crescermos e nos sentarmos num bar a conversar até de madrugada. É uma visão que eu não quero perder. Muitas mais perdi, mas isso são outras histórias.
Ya, fazes parte da minha vida de uma maneira profunda.
Parabéns atrasados, prometo não falhar outra vez.
Gosto muito de ti Miguel, não te percas de mim.
Hoje passaram imensos dias, noites. Calor passou a frio. A dor emanou, desintensificou-se. Mas as saudades triplicaram. Somam-se os dias, e soma-se a vontade de me dar contigo, e com o zé também crescermos e nos sentarmos num bar a conversar até de madrugada. É uma visão que eu não quero perder. Muitas mais perdi, mas isso são outras histórias.
Ya, fazes parte da minha vida de uma maneira profunda.
Parabéns atrasados, prometo não falhar outra vez.
Gosto muito de ti Miguel, não te percas de mim.
Falta sempre qualquer coisa. No cimo de todas as coisas. Toquem-nos da maneira que for, falta sempre qualquer coisa. Andava feliz até. E não quero dar as desculpas a ninguém, nem a mim mesma. Não é questão de arrepender ou deixar de arrepender, é questão de mentiras, de ocultar coisas que são tão importantes como muitas pessoas na minha vida. E cada vez que me entrego acabo por semear raizes numa terra devastada que só me entrega lágrimas. E o mais triste é a minha negatividade. Três pessoas completamente diferentes disseram-me isso ontem. Fico triste, e nunca direi que não estou nem ai para essa conversa. Porque estou, e de uma maneira horrenda, de uma facada nas costas e da dor, porque sim, ya, pois é isso acaba sempre por se reflectir, e eu não sou mais que um espelho que reflete sonhos, mas completamente rachado. Pois, só estou a pensar em mim. E pois foi também pensei em ti nestes dias, para não variar. Mas o que me irrita mesmo é que sobre o efeito de algumas cenas uma pessoa possa mudar tanto. E eu estava bebada de tanta dor, e finalmente pensei em mim. E o egocentrismo deu-me felicidade, mas porra não durou. Nada dura para sempre, e algumas coisas partem demasiado depressa. E escapam, e enterram-se na porcaria das memórias e das lembrancas. E chora-se, e dá-se saudades e libertam-se teimosias que nunca perduraram tanto. E não foi só a dor, eu não queria que tivesse sido assim. Uma coisa tão especial e eu deixa-a naufragar numa só noite. No meio de tantas coisas especiais que perdi, como tu, perdi a minha capacidade de ser racional, o meu racionalismo disfarcado por detrás do meu sorriso envergonhado. Ya, também sei ser racional de vez em quando. Mas não fui, não fui não. Se damos sempre a mesma desculpas? Não sei. Para mim isto é so o comeco. Eu não tenho de dar desculpas a ninguém. Só sei que aconteceu o que não devia ter acontecido. Tenho percepção que é o correcto. E lá vem o correcto ou o errado, mas não há razão sem o Bem e o Mal, isto é uma certeza que eu tenho. Assim como tou sempre a errar.
Há quem já conheca os meus dias de revolta, este é um deles.
Sunday, February 06, 2005
E volto a escrever. Faca chuva ou faca sol a uniao é mais forte. Foram derrotadas é verdade. A sr. Arbita era um ladra. Toda a gente sabe que no futebol a arbitragem é sempre macabra. Dá sempre para o torto. Ainda pa mais parece que nós somos sempre roubadas. E é verdade! Fomos roubadas com todas as letras. Até com o "a" que se repete duas vezes. Mas afinal que estupida união é essa? Acabam todos os jogos com uma aura gigante, mesmo que saiam derrotadas. Sempre com aquele ar comilao e traquino que só as jogadoras do ponte de frielas têm. O vosso ar. A vossa união assusta-me. Vocês são como uma mão cheia de amizade. Há histerismos, há discussões, mas no entanto permanecem sempre de cabeca erguida e corpo cheio de lama depois de um jogo. E um sorriso nos lábios de pequena desilusão e de grande alegria. De que vale ganhar com má arbitragem? Assim não dá gosto jogar á bola. E os sonhos concretizam-se mary. Sempre. Tu és uma perseguidora de sonhos nata. Há sempre em ti um sonho vivo, um sonho solto. E Deus apanha-o. A tua fé é enorme e a minha em vocês é ainda maior. E por mais derrotas que atirem sobre vocês, por mais vaias que oucam quando não jogam em casa, a união é assim mesmo. Para vocês é o mais importante. É o ético. O cristiano ronaldo ia-se orgulhar de vocês quase tanto como eu me orgulho. Raparigas da bola é o que vocês são, e mais que isso, amigas do coração. Até rimou.
Erro
Não tou para palavras caras. Nem sentimentos caros. Acabei de escrever um post. Mas apetece-me escrever outro. Eu tenho sempre mais direitos que os outros. Mentira. Tu tens sempre mais direitos que os outros. Pensas que tens o direito de me por em baixo a frente dos teus amigos. Direito de me por triste durante toda a noite. Mas sabes que mais? Julgava seres melhor que isso, julgava seres tao especial que eras o dia numa noite para mim. Sim, já o foste. Pensas que não mas já o foste. Toda a gente erra. Eu errei, não me remediei nem te remediei, errei sim. Admito. Já o admiti uma dezenas de vezes. Talvez mil. Talvez 10 mil. Talvez vezes de mais. E queres saber? Admito outra vez. Mas o meu erro não foi de vingaca e os teus sinceramente parecem que são. E desculpa, mas não vou tar presa aos teus direitos. Desculpa mas tenho de subir umas escadas sem saber que estás lá em cima, e apesar do choque de te ver, que sempre me tocará, não posso ficar vedada o resto da noite. E digo mais uma vez: errei. Tenho pena que as coisas tivessem acabado assim. Tao indiferentes um para o outro. Mas segundo tu, ninguém lamenta mais que tu nao e? Os valores cada um toma como pode. E tu sabes lá como eu tomo... Tu no fundo nem queres saber. No fundo és a pessoa mais egoista que ha. E tão superficialmente serás sempre tao especial. E e isto que me irrita. Nunca te odiei tanto, e no entanto continuas a significar imenso pa mim. E digo outro vez. Errei.
Não consigo parar de sorrir. A vida é bela de mais para a minha boca estar fechada. Fui sair sexta. Adrenalina, convicção, amizade. Odores de tristeza, mas breves de mais. Vocês conhecem o meu sorriso. Conhecem sim. E não o vão calar. Sábado comecou uma nova vida cá em casa. Despedidas e cumprimentos de chegada. Uma nova vida sim. E apesar de tudo isso, não consigo parar de sorrir. A vida é perfeita. A vida é bela. E agora vou para a ericeira. E esboco um sorriso de orelha a orelha. Até amanha digo.
Thursday, February 03, 2005
Parabéns Manel.
Poucas palavras não serviam para delimitar os poucos momentos que tive contigo. Umas calças número 100, não serviriam num corpo com tantas boas recordações. Por tudo o que és obrigado. E mais não consigo dizer, apenas que tenho saudades tuas e que gosto tanto de ti que mal me consigo conter para as delimitar.
Parabéns mais uma vez, e que contes muitos mais.
Poucas palavras não serviam para delimitar os poucos momentos que tive contigo. Umas calças número 100, não serviriam num corpo com tantas boas recordações. Por tudo o que és obrigado. E mais não consigo dizer, apenas que tenho saudades tuas e que gosto tanto de ti que mal me consigo conter para as delimitar.
Parabéns mais uma vez, e que contes muitos mais.
Wednesday, February 02, 2005
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