Thursday, March 24, 2005

Volta. Fim. Feelings. Sem lágrimas. Sem ti. Comigo. Saudades? Saudades de viver. Lembrar.
Feelings.

Thursday, March 17, 2005

Ouvi algures aquilo. E comecei a tremer. Sai de casa, telémovel, chaves, sem mochila sem nada. A correr desci a rua do jardim da rua do patrocinio. Quando dei por mim já estava lá em baixo. Corri até à paragem, apanhei mesmo o autocarro a tempo. Nao despregava os olhos do vidro da frente "porque está a demorar tanto?". Bati com os pés, roí as ulhas que nunca fiz. Olhei cinquenta vezes para o relógio. 8 minutos. Porra que atraso. Quando olhei outra vez através da janela estáva relativamente perto. O meu coração continuava a bater, eu continuava a tremer. Engoli em seco 30 vezes, tossi outras 50. Comecava a doer-me a garganta. Entra o revisor, mostro o meu bilhete. Sorte. Normalmente nunca compro. Cheguei. Corri para o portão e olhei para as escadas e depois para a esquerda é onde costumas estar. Demorou mas sorri tanto tanto tanto. Os meus olhos pararam em ti, afinal nao tinhas partido. Deixei de tremer.

Tenho de parar com os meus receios...

Wednesday, March 16, 2005

Monólogo, mais um.
Quando estou sozinha em casa tenho a mania de falar sozinha. Devo parecer uma louca, mas é a melhor maneira de me mentalizar. Sei que não te fiz bem. "Palavra de honra que não penso em ti." vai por água abaixo - Não. Tento-me mentalizar. Estou maluca, mas sempre falei sozinha. Quando era pequenina falava sozinha. Conversas de "gente grande". Sobre guerras sociais de que não sabia, sobre economia que não entendia, sobre vida que ansiava ter. Tinha um telefone onde passava horas agarrada a fingir falar com os deputados da assembleia, mesmo sem perceber o que isso era mas a "gente grande" falava constantemente disso. Só sabia que era importante, e era isso que dava vida aos meus monólogos. Hoje volto a falar sozinha, em parte sobre ti é verdade.
Monólogo é loucura? Para mim é sanidade...
Estou só assim um bocadinho [...] farta de dar tanto e não receber nada. Ingratidão?






Final, sem ser final, uma coisa me aquece por dentro. Alguma cena que me mude as trombas. Esta cara marcada. Ericeira nas férias.

Monday, March 14, 2005

Eu só quero fazer o bem.

"preciso de qualquer coisa que me ajude a existir."

Agora abro os olhos. E recordo-me de um livro que um amigo apresentou hoje na aula de Português: Memórias de Elefante de António Lobo Antunes.

"São 5 horas da manhã e juro que não sinto a tua falta. Está frio, as casas e as árvores nascem lentamente do escuro, o mar é uma toalha cada vez mais clara e perceptível, mas não penso em ti. Palavra de honra que não penso em ti. Sinto-me bem, alegre, livre, contente, oiço o último comboio lá em baixo, adivinho as gaivotas que acordam, respiro a paz da cidade ao longe, desdobro-me num sorriso feliz e apetece-me cantar. Podes achar idiota, mas preciso de qualquer coisa que me ajude a existir."

Não é verdade. Sabes que não é. Mas gostava sinceramente que fosse. Nem que fosse só para te dizer. Já não estou confusa, ao menos isso. Continuo a não saber o que quero, mas estou certa do que não quero. Gostava que fosse verdade só para transcrever para aqui, sem estar sujeita a monólogos. É verdade que falo sozinha. Discuto comigo mesma maneiras de me absorver, de me mentalizar. Mas não é verdade. Só sei o que doi, e tu também sabes o que me dói.

Sunday, March 13, 2005


how ironic? Não tem importância... Posted by Hello
Novo Template. Um template preto. Não tem nada a ver com Eras Pretas, não. Preto é só uma cor.
Não sei porque te procuro. Não estavas lá, mas sabia que ias aparecer. Sei que também não devia escrever sobre ti. Não devia, mas também já desististe de me proibir. E eu deixei de me sentir proibida. Mas estupidamente continuo a procurar-te incessantemente no meio daquelas caras conhecidas, ou não. Nos sítios que penso que podes aparecer, procuro-te. Não estavas lá, mas irias aparecer naquele arco escuro. A noite prometia isso mesmo. E se não te visse no arco, via-te no fim da noite. Era uma certeza que eu tinha. Procurei-te com os olhos e encontrei-te. Sempre que te procuro, ou quase sempre, encontro-te. É esta a noção que eu guardo. Não estavas relativamente perto de mim, mas eu via-te sempre numa perspectiva de 3 metros à frente. Três metros não, mais. Os meus olhos não recebiam muita luz, tinha-me habituado à luz branca do restaurante, e quando saí lá para fora senti a diferença. Também senti diferença quando apareceste. Não sei bem como é que fiquei, mas tentei parecer indiferente. E a questão é que não estava indiferente, na tua presença nada é indiferente. É sempre tudo tão diferente, não sei explicar que significado é que tem. Sei que é dificil para ti. Todos sabemos. Mas procuro-te sempre com os olhos, como não posso fazer o que quero limito-me a observar. Te.

On a dirty road, I pray. Posted by Hello

Saturday, March 12, 2005

É injusto. É injusto saberes mais que eu própria o que me mete triste, o que me é capaz de atormentar. É injusto estarmos os dois na boa, enquanto que não estamos tão bem assim. É injusto mostrar palavras sentimentais quando não sentimos. É injusto eu olhar para ti e tu não cruzares o olhar. É injusto depois de tudo isto, acabar assim. É injusto ter medo de ti. É injusto.

Friday, March 11, 2005

O que é que me corroi agora? O que desgasta a minha força? Onde está a minha dignidade desta vez? Por favor...imploro-te.






São tudo maneiras de conseguir sobreviver, vê se percebes.

Saturday, March 05, 2005

Visto-me, demoro significativamente mais tempo que o habitual. Não sei bem porquê, mas já duas pessoas chegaram. É tarde, não nos podemos atrasar de que maneira for. Aquilo ainda é longe. Com as caras cheias de espectativa para este novo momento viajámos no que parecia ser uma estrada de pressas, mas sempre tão acolhedora. E quente. A viagem passou depressa, e saimos. Demos uns passos e chegámos áquelas portas que reflectem calor. Cá fora está tanto frio. Entramos, elas já lá estão. Algumas. Por aqueles momentos breves de chegada senti que pertencia a algum lugar. Por uns momentos senti-me feliz por estar ali. E depois quando a porta se abriu tantas vezes mais, o meu sorriso foi-se abrindo. Tanto. Eu pertencia ali. Quando chegaste atirei-me a ti. Estavas no auge. Tudo para ti. Tudo. Por nós. De nós para ti. De todos para ti. Cantámos. Dançámos. Choraste por dentro e riste-te tanto por fora. Que coragem. Quando entrámos naquelas luzes ofuscantes, não sem antes esbanjar o meu dinheiro todo, soube que me ia divertir de alguma maneira. Entrei sozinha e sai contigo. Adorei, e sei que tu também. E hoje grande dor de cabeça. Aquelas luzes...


Marta espero que tenhas gostado. Foi tudo para ti, tu mereces.

Thursday, March 03, 2005

Nostalgia.

Tuesday, March 01, 2005

"Preciso de espaço, preciso de mim."
- Catarina


o quanto neste precioso momento sei o que faz falta, sei tudo. Só não sei onde estou. Estou presa. Lembro-me do meu padrinho Gu, praí nos meus 6 anos dar-me um livro chamado "A pequena Sereia". Mas não era nada da autoria de Hans Christian Andersen, não. Era autoria de uma loja pequenina, não sei bem onde. Na altura só vinha a lisboa nos Natais. E li aquele livro anos e anos. Tinha a mania de ler alto, e guardava-o todas as noites na prateleira dos meus livros mais preciosos. Era um livro de capa dura e muito fininho. Era daqueles livros que se pode gravar o nosso nome na história para que façamos parte dela. O Gu acertara em cheio. O que eu mais queria era ser protagonista de uma história. Não me lembro de ter tanto cuidado com um livro como tive com aquele. Hoje em dia nem tanto cuidado tenho com o Harry Potter.
Mas estou presa. A história contava que Madalena, a Mafalda, a Maria e o Francisco iam para o algarve com os pais, para uma casa na praia. Madalena era a mais curiosa. Um dia ouvira uma história sobre sereias, contada por um pescador. Nas noites de luar ouvia-se o canto das sereias, e aquele que o seguisse era puxado para o fundo do mar e de lá não saia. Morreria afogado. Nessa mesma noite Madalena ouve as sereias. Mas não ouve nenhum cantar mas sim um choro. Persegue-o no meio das rochas e encontra uma sereia pequenina presa entre duas. "Ajuda-me! Por favor! A maré vai baixar e eu morrerei seca nas rochas." e Madalena não hesitou. Ajudou a pequena sereia. E ela ai concedeu-lhe um desejo. Ser como ela por uma noite. Também eu, à semelhanca da sereia que ajudei quando tinha 6 anos, estou hoje presa entre duas rochas. E também eu posso secar. Também eu preciso de água. Não sei onde pertenco. Mas aqui não pertenco de certeza.
As estórias são eternas.
-Vem comigo À Terra do Nunca.
- Não.
-Porque não me dás um sorriso ao dizeres que sim, que vens comigo e só comigo?
- Não quero ir À Terra do Nunca. Prefiro ir à Terra dos Sonhos.
- Mas a Terra do nunca é a Terra dos Sonhos.
- Não. Na terra do nunca não há acontecer. Não há agora. Não há sonhos. Só sonhos que alguém esqueceu.
- Não. Na terra do Nunca há perfeitas realidades. Mas é tão longe.. só me dou ao trabalho se vieres comigo.
- Não.
- Por favor.
- Ok: Gosto muito de ti.


Um anjo não é perfeito sem as duas asas.