Que espanto.
Saturday, April 30, 2005
- Mãe! O café está pronto? Mãe? Pai? [...] Não os vejo em lugar algum! Bom...depois eu vejo isso! Agora, vou para escola.
Devo estar muito atrasado. Não tem mais ninguém no caminho. Lá vou eu levar bronca da professora, de novo. [...] Ninguém? Será que hoje é feriado e ninguém me avisou?
Aqui na vila também está tudo deserto! Não tem niguém nas casas, nem nas lojas, nem na Igreja! Será que só sobrei eu neste mundo? Eu..e os bichos do mato. Sumiu tudo. Não oiço nem um pio...nem um barulhinho de grilo. Até o rio parou de correr... E o vento parou de ventar. Que silêncio horrível. E..que frio. Pudera, o sol esfriou, ficou cinza. Tudo ficou cinza, sem graça. E que escuridão é esta, logo de manhã? Está a puxar-me...
Pronto, é o fim. Acabou tudo, acabou o mundo...estou sozinho. Também, que é que importa?
- Chico...
- Quem me chama?
- Eu chico!
- Rosinha!
- Oi!
- O que estás a fazer aqui, neste fim do mundo?
- Eu só vim pedir desculpa por ficar tão furiosa contigo... E dizer que aquela coisa de estar tudo acabado entre nós foi só na hora da raiva. Te gosto muito.
- Olha só! Voltou tudo. As cores, as pessoas e os bichos...
- ... Como assim?
- Ah Rosinha. Nem queira saber. A solidão é um lugar horrível.
Devo estar muito atrasado. Não tem mais ninguém no caminho. Lá vou eu levar bronca da professora, de novo. [...] Ninguém? Será que hoje é feriado e ninguém me avisou?
Aqui na vila também está tudo deserto! Não tem niguém nas casas, nem nas lojas, nem na Igreja! Será que só sobrei eu neste mundo? Eu..e os bichos do mato. Sumiu tudo. Não oiço nem um pio...nem um barulhinho de grilo. Até o rio parou de correr... E o vento parou de ventar. Que silêncio horrível. E..que frio. Pudera, o sol esfriou, ficou cinza. Tudo ficou cinza, sem graça. E que escuridão é esta, logo de manhã? Está a puxar-me...
Pronto, é o fim. Acabou tudo, acabou o mundo...estou sozinho. Também, que é que importa?
- Chico...
- Quem me chama?
- Eu chico!
- Rosinha!
- Oi!
- O que estás a fazer aqui, neste fim do mundo?
- Eu só vim pedir desculpa por ficar tão furiosa contigo... E dizer que aquela coisa de estar tudo acabado entre nós foi só na hora da raiva. Te gosto muito.
- Olha só! Voltou tudo. As cores, as pessoas e os bichos...
- ... Como assim?
- Ah Rosinha. Nem queira saber. A solidão é um lugar horrível.
Fim.
Apercebi-me que não sou imortal. Já não era sem tempo, oiço alguns dizerem. Não. Têm toda a razão. Por todo o tempo em que me achava privilegiada, que tinha direito a uma vida eterna para rectificar todos os meus erros, para os tornar oportunidades para melhorar. Me melhorar. Sei que é importante aprender com os erros. Mas no meio de tanto erro é impossível fazer de cada um um palco de guerra e tirar daí a moral. É preciso é ter bom senso. Apercebi-me que não sou imortal. Vou ser sincera estou a adorar sentir-me inteligente acerca de mim mesma, útil na minha própria vida. A sentir-me óptima por já não me lamentar que tudo de bom só acontece aos outros e ficar deprimida por atingir essa fórmula. Estou feliz por sentir que estou a aproveitar. Em parte foi o ir ao teatro do Pipo hoje e estar lá atenta a olhar para uma pessoa que mesmo a representar aguenta-se firme com pensamentos negativos que lhe passam a todo o momento pela mente. Com todo o coração. A razão de me deparar com os meus amigos sem sequer baixar uma vez os olhos e lembrar-me que pode doer. O entrar no carro do Manel e sorrir por nada me impedir. Agora sim estou a respirar novo ar. A viver como já alguém me disse.
Tuesday, April 26, 2005
Dito que tenho de mudar a minha vida em meia hora, como quem arruma o quarto. Na primeira prateleira estão as prioridades, aquilo a que me agarro frequentemente. A seguir vem o resto. Era mais fácil fechar o resto num baú, mas ganhava pó. E aranhas, não dava jeito ter aranhas no quarto. Também podia ir ao IKEA como a carlota vai. O quarto da minha irmã também está mais bonito com coisas de lá. Boa ideia madalena, mas depressa só tens meia hora.
Se nunca estou feliz? Não tens nada a ver com isso.
Se nunca estou feliz? Não tens nada a ver com isso.
Monday, April 25, 2005
Friday, April 22, 2005
Uma palavra não chega nem mil. De vez em quando pensamos que o silêncio diz tudo. Secalhar não consigo imaginar as mil imagens que lhe estão a passar agora na cabeça. Ter saudades verdadeiras. Daquelas que doem tanto que só nos apetece abraçar a nós mesmos e dormir para não as sentir. Isto faz-me impressão, e por isso Lamento imenso. Lamento. Gostavamos todas de poder recuperar o que se perde. O que não tem preço. Tem de se saber aguentar, saber sobreviver. Doi tanto porra. Lamento tanto.
Força, UDPF estárá sempre a teu lado.
Força, UDPF estárá sempre a teu lado.
Saturday, April 16, 2005
Thursday, April 14, 2005
Como diz o vasco não paro de rebolar. Nem mesmo quando acordei do mau sonho. Enganaste-te nessa parte. Eu continuo a rebolar. Com o Nilo na mente. Com o Nilo.
Já não faz sentido algum esta espera se prolongar mais. Quanto à infinitude de criaturas que ensistem que as minhas escrituras estão sempre em escalas negativas de positividade, se é que me entendem, não sei bem a que isso se deve. Tal como não sei bem respirar sem oxigénio. Talvez o último fôlego se deu à muito tempo, tenho de me renovar, renovar os ares, renovar sentimentos. Abrir janelas que não existem mas podem passar a existir. Mas não quero sair pela porta. Continuo a não querer. Provavelmente se deve a essa atitude o meu pisa-terreno sempre igual. A areia que cobre o chão desta sala está cheia de marcas de uns ténis sempre iguais. Nos cantos permanecem marcas perfeitas. Este quarto tem muitos cantos onde já me encaixei. E sei que vão associar este texto a um qualquer sentimento triste. Mas talvez não seja. Talvez não. Por isso vou criar janelas.
Já não faz sentido algum esta espera se prolongar mais. Quanto à infinitude de criaturas que ensistem que as minhas escrituras estão sempre em escalas negativas de positividade, se é que me entendem, não sei bem a que isso se deve. Tal como não sei bem respirar sem oxigénio. Talvez o último fôlego se deu à muito tempo, tenho de me renovar, renovar os ares, renovar sentimentos. Abrir janelas que não existem mas podem passar a existir. Mas não quero sair pela porta. Continuo a não querer. Provavelmente se deve a essa atitude o meu pisa-terreno sempre igual. A areia que cobre o chão desta sala está cheia de marcas de uns ténis sempre iguais. Nos cantos permanecem marcas perfeitas. Este quarto tem muitos cantos onde já me encaixei. E sei que vão associar este texto a um qualquer sentimento triste. Mas talvez não seja. Talvez não. Por isso vou criar janelas.
Sunday, April 10, 2005
Talvez devido à invasão de sentimentos me afastei. Milagres acontecem todos os dias. Não sei se me foi dito, se li. Mas cheguei à conclusão que só eu dar um passo estou a mudar o mundo seja de que maneira for. Não digo que influencie a vida de alguém. Mas ao influenciar a minha o mundo já mudou. Formei esta teoria há cerca de 5 anos, e há dois só a expus à minha irmã. "Basta respirar." Não sei se me percebem. Não tem importância de qualquer maneira. Pela fresta da janela consigo ver um sol sem nuvens. Acordei tarde hoje, e tenho tanto para fazer. Nem sei por onde começar. De qualquer maneira vou dar um passo e começar à minha maneira, como começo sempre. Não me tenho dado tão mal assim.
Há necessidades que ficam para sempre. Algumas nem se concretizam. Passam de necessidades a histórias que rodam o mundo sempre com uns pontinhos a mais, por ser mentira. E nada disto neste momento me prende. Vou calçar os ténis de desporto e dar o passo maior que conseguir. Assim posso pensar em tudo ao mesmo tempo.
Há necessidades que ficam para sempre. Algumas nem se concretizam. Passam de necessidades a histórias que rodam o mundo sempre com uns pontinhos a mais, por ser mentira. E nada disto neste momento me prende. Vou calçar os ténis de desporto e dar o passo maior que conseguir. Assim posso pensar em tudo ao mesmo tempo.
Ligo o Ipod.
Tuesday, April 05, 2005
A esta hora já se comeca tudo a esconder. E eu imponentemente abro os braços. Estou a ser sugada para um buraco negro, como aqueles dos filmes das galáxias. Estupidamente ainda não vi nenhum a aparecer num filme, mas tá-se bem. Calão. Eu adoro esta palavra. Mas já o vejo, e arrasto-me ao mesmo tempo de enormes estrelas. Que estupidez parti uma perna. Sem dúvidas continuo com os braços abertos. E olho para o céu. Recordo-me do que fui e continuo a ser. Te garanto não me esqueci de nada.
Una palabra.
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