Thursday, September 29, 2005

extensão

tenho saudades de ti, nilo porque me encaixei em ti na perfeição, porque em ti aprendi a respirar. estava aqui a falar com os meus botões que encontrei em ti o meu refúgio. Estive a ver as fotografias eque tirei, e as que ão tirei houve quem tirou, e encontrei em ti a precisa sensação. Sai daí, e só espero voltar para te sentir outra vez. Sinto a tua falta Tuti, também tua Ibrahim. Lembro-me dessas cores deslumbrantes, e dos sabores, os sabores!
e é assim que tenho de relembrar, as histórias são eternas, e se não são, sei que pelo menos esta é.

Fazer palavras cruzadas.
Havia em tempos ocasiões onde não me importava de perder várias aulas, se agora assim fosse não tinha vindo hoje aqui, à sala do fim do liceu.
Parei, fora da porta de casa. Esperei pela chegada de alguém. Sentei-me muito tempo no chão, tanto tempo que foram muitas as vezes que a luz se apagou e voltou a acender, eu voltei a acender. Mas não foram muitas as pastas do ipod que eu percorri. Só ouvi, repetida e demoradamente umas 4 músicas do mesmo autor. E quando caí em mim estava no escuro apavorada. Há meses que não sentia medo, não medo do escuro, só o escuro de mim.
Era bom, também por vezes podermos encontrar resultado para as voltas que damos. Não admira que estejamos sempre exaustos. Essa exauastão, é luto por nós proprios, não necessariamente pena de nós próprios. Mas é exaustão que não tem significado algum para nós, por não a procurar-mos. Eu sei o que todos vocês procuram, mas em tempos fundi em mim isso. Não é como uma necessidade. No entanto estou exausta. Os olhos doem e o coração, esse, tornou-se seco de tanto espremê-lo. Nas tuas mão não soubeste o que fazer com ele, e agora nõa significas nada. Não me substimes, sou mais forte que tu. Disso não tenho qualquer dúvida. Se em dias te quis para mim, só Deus sabe o que isso me faz arrepender.

E marta essa patranha do não se deve arrepender do que se faz só e apenas do que não se faz, não encaixa aqui.

Tuesday, September 27, 2005

looking for


estranho também, para além de toda esta busca infantil e poderosa, sei que é assim que tem de ser. Sei também que provavelmente sou muito mais escura que todas as pessoas do mundo, e daí provém uma mais profunda profundidade se tal é possível de se dizer. Sentir pois 'tá claro que é possível, porque busco mais que todas as pessoas e talvez daí surja uma maior queda para o sentido sentimental e não práctico. Eu não sou práctica, raramente tomo atitudes.
Eu penso com o coração. E apodreço mais vezes que o possível, porque sinto mais que toda a gente, ou secalhar na verdade de todo o mundo não, mas eu sinto que sim, e essa é a minha sabedoria.
É como, no fundo eu tentar desenhar. Não consigo, não tenho jeito, não sou artista. Secalhar também é como cantar, não é a minha alma.
Se a na escuridão me encontrar, na escuridão viverei? Não me cheira, muito sinceramente. Porque tenho sobrevivido demais, caído demais também. Não quero sobreviver, quero viver ouviste? Desta vez o problema é teu. A estupidez não é tua, és tu. Porque parto para a amargura? Talvez por não estares à minha frente para mim, a ceguez foi minha, mas o sonho fez parte de mim, e isso hoje faz de ti um café amargo. Detesto café, e coisas amargas ficam na gaveta dos doces fora do prazo da validade. De longe até parecias enorme, grande sim, mas és tão fundo como uma chávena de chá.

Monday, September 26, 2005

treasure?

não gostava nada que a oportunidade estivesse tão longe assim. secalhar não 'tá...

crisis

ainda nem começaram as telenovelas da noite e já tenho de pensar em ir para a cama. ando perdida no meio destes horários, onde rascunho memórias de uma sala na outra ponta do liceu, do lado do ginásio. uma daquelas salas que sempre gostei de ver por dentro, e ainda nao me cansei dela, secalhar isso e promissor. nem sei, 'tou cansada hoje. cheira-me que me vou deitar.

Sunday, September 25, 2005

cuidados com o sol

"I get insecure from all the pain"

Beautiful - Christina Aguilera

Friday, September 23, 2005

pôr-do-sol

Ainda me lembro quando o Bordalo partiu, aliás partimos nós e ele te deixou uma carta, de escrita infantil e rudimentar. Lembro-me de a acabares de ler e não dizeres nem uma palavra.
Hoje ele partiu, e eu nem me pude despedir dele, imagino o que tu não farias para o não teres de fazer. Também ainda não disseste nada. Naquela altura as coisas não eram ou não pareciam ser tão importantes como o são agora, no meio do que aprendi a distinguir apercebi-me neste fins dos anos que o mais importante é o sentimento. Mesmo que doa, como as saudades que se tem do que não se poderá mais ter como nosso, que dói. Ainda não te vi hoje, mas sei que te estás a apagar. Um dia, secalhar talvez seja a ti e à Mary que eu conte os meus sonhos todos. Ainda não disseste nada hoje, mas sei que queres gritar. E vais sobreviver Mafalda, vais sim.


Desculpa pela escrita atrapalhada
Amo-te imenso.

Wednesday, September 21, 2005

às vezes tem de se fazer das tripas, coração

A quantidade de vezes repugnantes que me tento aperceber de mim, e contudo daquilo que me esvazia, é enorme. Porque não há ninguém, jamais outras vez, agora, que me revolte a barriga, da expressão natural, como o que se sente: borboletas.
Da revolta palavra econtro só uma explicação: dos amigos que outrora senti só ganho deles obsessão por coisas que não são sequer verdadeiras. E a palavra metida na garrafa, dolorosamente emaranhada em proezas de a enfiar lá dentro é maldade.

Soas a falso, suas falsidade. É nesta troca de palavras que entendo a razão que guardo de o achar. És. Quebraste. Quebraste sim a promessa que na altura gritaste cumprir para sempre. Quase choraste ao prometeres, e pareceu-me que te tinhas aberto. Pareceu-me. Talvez no fundo da minha chegada me havias parecido cativada. Secalhar sonhei.
Sonhos que choro e anseio concretizar. Demasiados anseios, demasiados soluços. És o falso, o não-verdadeiro. Seria demasiado dizer que a tua existência, que me parecera infinita me tenha sido morta? Seria demasiado dizer que te mortalizaste em mim? És o finito agora. E mortal. És só uma pessoa sentada no meu lugar,no lugar que me disse seu. Na banalidade tornaste-te capacitada, no meu destino tornaste-te zero, à tua vontade, porque quiseste.

Sunday, September 18, 2005

espelho

se há dias que doiem na alma são estes. De repouso eterno e fraquejante, que nos engole e só nos cospe quando tocam à campainha, e assola alguém a quem nos fazer companhia. A quem nos sentir, a quem sentir o bafo, o ardor, e a pele quente. Também é daqueles dias em que discutimos com alguém e trancamos a porta duas vezes, pomo-nos na cama tapados com o lençol, sem nos apercebermos que a respiração esmorece, que acalma com o tempo, e logo nos destapamos e esquecemos a proclamada eterna fúria. E lembro-me que quando atirei a porta jurei que haveriam de ver a minha razão, que iriam encontrar a porta trancada à chave por duas vezes, e eu adormecida debaixo dos lençois. Mas a respiração abrandou. Era escusado dizer de ti, detido em muros.

Na verdade doi. Mas quando caimos também doi. E já agora, merda de horário, implacavelmente vai haver luta.

Friday, September 02, 2005

esqueci-me, desculpem.

novo blog: www.atraccao.blogspot.com

Sul

de volta, para ficar, a lisboa. em breve, se não breve demais comecam as aulas outra vez. nem quero pensar em tudo o que isso significa, incluindo o confronto com temores mais uma vez. Mas estou para ficar, como de tantas outras coisas, e mesmo que isso signifique levar com chapadas na cara. Voltei.

"O que mais deixei para trás, em cada viagem que fiz, foram os amigos que não voltei a ver. Amigos verdadeiros, instantâneos, instintivos, amigos do peito, para toda a vida. [...] Disse-me uma vez, numa dessas constrangentes despedidas, um amigo sarahui: "Os que não morrem, encontram-se.". Mas aprendi que não era verdade, infelizmente. Quando muito, poderia talvez acreditar que os que se encontraram nunca mais morrem na nossa memória. Mesmo que apareçam tão-somente assim, esporadicamente, do fundo de uma gaveta, onde vive, arquivada, a luz dos dias felizes."

Miguel Sousa Tavares

O mundo é grande demais.

Una palabra - Carlos Varela - Egipto 2005