Tuesday, November 29, 2005

Thursday, November 24, 2005

valorização

Eu não devia ir para a cama? Pa eu sei que devia.
Consigo ver para além daquela necessidade atroz de dormir, e mais que isso.

Tenho medo sim admito, medo de não ir, e medo de se for escolhida para ir, ir de facto.
Na verdade, e bem que não faz sentido algum, tenho neste momento mais medo de ir que não ser escolhida para ir, mesmo que seja isso que me diga se vou.
Desculpem a confusão, outra vez. Eu estou bem. ah ah ah. Juro. Pronto prometo, não va dar cá aquela palha do "quem mais jura mais mente". Mas estou aterrorizada. E secalhar a segurança de nada serve aqui, porque ainda me sinto segura, mas secalhar quando for não me vou sentir. Bem sei que preciso de ir, vou melhorar tanto, crescer sabem? Mais talvez do que em 16 anos cresci. Começar do zero é sempre aterrorizante.
Mas também ainda não sei se vou. Vou esperar, secalhar depois digo-vos.

Friday, November 18, 2005

Horas dir

bem já são horas de ir comer qualquer coisa, de começar a apreensão e o nervosismo e ter em perspectiva a partida. Se não fosse bem assim longe secalhar nem conseguia ir, secalhar ficava-me aqui por esta casa vazia, sem papás. Vou para a Invicta ver se sou desnorteada ao ponto de parecer extrovertida. Enfim há quem perceba. Aqui vou eu cheia de fanta.

scary


adptado.

Monday, November 14, 2005

a ridicularidade do céu está debaixo do meu olho direito.

é sempre a puta do orgulho.
é sempre tudo isso que não te deixa dar o máximo de ti mesmo quando dou quase o máximo de mim, mesmo sendo tudo aquilo que te posso dar de mim, o quase tudo de mim.
secalhar também é sempre o cansaço e o entorpecimento, o estudo e a preguiça. Não somos preguiçosos nós. Porra se não somos tomara eu que fosse, tomara eu pudesse tomar posições nesse teu mundo em que me ganhas tantas vezes juntas que no braço de ferro o meu fica gelado de tantas vezes que vai contra o frio da pedra. Se tu não me ganhas sempre eu não te ganho nunca, eu preferia ter uma chávena de chá contigo que o jogo estúpido de quem-ganha-desta-vez. Sabes bem que isso não nos completa, mas é menos doloroso não é? Secalhar para ti é, mas se sou sempre eu que perco, é do meu braço que oiço ranger.
foda-se, horas de acabar de ler acerca do facto do bocage se perder em campos abertos, uma chalaça, quanto mais sarcástica que seja, nunca fez mal a ninguém. Não somos excepção, digo eu.

"já fomos a mesma criança, agora dançamos outra dança."

Saturday, November 12, 2005

que mal há nisso? never gone

acho que é por me aperceber que aquelas coisas mais felizes são as coisas que menos duram, e que é por isso que detesto isto tudo. Porque há sempre alguém que me faz mal. Porque acho que a minha felicidade não é tão grande como era antes, e quando sou feliz (sei que sou mas quando estou) é quando doi mais. Como se eu pensasse que independemente de tudo a seguir vou estar outra vez agarrada a mim, como única pessoa que me consegue verdadeiramente confortar. E foda-se, é verdadeiramente horrível.

Friday, November 11, 2005

cenas de pancadaria, fomos dentro.


Alicia Keys - call me

Fomos nostálgicos numa hora qualquer. Não fomos, continuamos a ser não é? E quando não somos, discutimos, betemo-nos e depois amuamos porque nos magoamos, porque nos dói realmente. Ficamos com um olho roxo e com o coração completamente comprimido e esmagado. Mas nós não o queremos. Antes até parecia que queríamos, parecia que tinha de ser quase e que precisávamos até. Cansava até, e depois eu ficava tão contente com aquelas súbitas sintonias que apareciam do nada.
"Vamos aproveitar."
Um dia desses enchi-me de ar e perguntei-te se querias falar comigo. Falar falar, não olhar para o computador.
Tu não parecias querer, notei pelo tom de apreensão na tua voz. Mas depois falámos. E eu adorei essa conversa, tanto tanto. Quando a fechámos estava radiante.
Hoje parece mesma coisa que nada.
Esmagas-me outra vez, mas sem olhos roxos, sem pancada. Olhamo-nos em segredo, eu pelo menos olho-te.
Só queria que soubesses.

Agora é só mais um parágrafo, só mais um ponto importante: tenho de me deixar disto de uma vez por todas. Eu sei o que és para mim. Secalhar todo este nosso equilibrio entre nós se mantém por aquilo que fizemos de nós, ou terei feito eu tudo o que hoje somos? Isso interessa aliás?
Ainda agora sinto a falta do hálito do mar. E do não ter medo também.
Desculpem abusei, escrevi mais dois parágrafos só para dizer que talvez deixe a porta aberta, só por ti.


"Pobre de mim que só sei que amar é triste
que a dor de uma paixão é tudo quanto há.
E quando me perguntam o que sinto, nunca sei que dizer
porque se soubesse estaria a pensar
e não a sentir."

Thursday, November 10, 2005

numa nota de 1 dólar

Não sei bem o que me apetece mencionar, se sinto a tua falta ou se te quero tanto assim para mim, ou tanto assim para ti. Tu não sabes o que és para mim, e isso irrita-me tanto. Eu não me consigo desprender de ti.
Não é uma daquelas coisas que eu posso perfeitamente ignorar, porque há sempre um sitio, sempre uma linguagem, uma atitude que me faz lembrar de ti. E é isso que te torna tão grande em mim, no pequenina que sou. Não é o facto de eu não ter praticamente pessoa alguma importante em mim, e tu o seres que te torna nessa grandiosidade, mas sim a maneira como és, sozinho. E tu não te apercebes.
Sinceramente só te dou razão, tu é que estás a ter a atitude correcta nesta cena toda, não estás dado nem desdado, e eu não é nada de obrigações, apenas existe a maneira como me darei, sempre, a ti.
Se é assim, e é, eu guardo sempre aquela sensação de estar a escrever coisas que não podem ser escritas, que não estão erradas mas são coisas que podem ser subentendidas. No fundo são aleatórias, aliás como tu.
Lembro-me hoje de dar a Alegoria da Caverna, não sei porque razão, mas todo aquele silogismo, era tão presente em mim por tua causa.
Estavas tão vivo em mim como hoje, mas só doias mais.
Hoje só te amo, só te olho.

Wednesday, November 09, 2005

um furo de matemática

Vou tentar espreitar para ti, tentar perceber se ainda me sentes, se ainda pensas em mim, não se ainda me procuras. À vezes também não te procuro, escondo sarcasticamente o olhar, como quem não se quer perder. Mas não é aquele perder como o último, esse nem cheguei sequer a cair. De ti ainda não me esqueci. Foi um ano de miséria, de ganância nas palavras e tentativas subjectivas. Viamo-nos e olhávamo-nos, caiste tanta vez que eu me atirei sempre atrás de ti.
Todos os dias sinto tanto medo por ti.
Não é aquele medo de preocupação, não é só esse, mesmo que, secalhar, sou eu quem mais sinta a tua falta quando não apareces a mim, nem à minha vista nem à de ninguém, um dia que passe. É aquele medo de sobrevivência.
Eu sei que sobrevives, mas morro, é aquela coisa.
Sim magoa-me ainda, aperta-me.
Acabámos assim, já viste? Secalhar ainda não, mas e se acabarmos? Se acabarmos por ficar assim, o meu medo por ti vai explodir e as marcas, nem sequer essas vão mostrar que foi passado, porque, desculpa mas isso nunca será.
Hoje foi dia de mapas. Aliás nem foi, mas será . Um chá quente secalhar vai resolver.

virtualismo

Há já algum tempo que não escrevia nas aulas. Não que preste alguma atenção, apenas não me dispersava tanto, ficava à margem da cumplicidade, da memória.
Era também desta maneira que às vezes me gostava de sentir. Só ter um impulso, só escrever no atracção, porque ao menos nesse há rastos de luz, invisível, mas na aura acaba por haver uma outra absorção, é outra presença. São os dois meus, de mim. São medos, inseguranças , e uma esperança que às vezes faz frente ao temor de sobreviver e ficar para contar a história.
Secalhar tenho mais medo de ficar no meio de falsidade, de falsos que me esqueço que secalhar estou a ser egocêntrica demais em concentrar em mim toda a verdade do mundo.

Tuesday, November 08, 2005

depois de uma sesta cheia de frio

Primeiro dia de lareira. Adormeci à bocado cheia de frio e com os lábios a estalar de cieiro. A temperatura que de manha era de casacos brancos fininhos e com um azul com buracos por cima desceu durante um dia para camisolões de gola alta e calças da neve. Luvas, essas, também usei de manhã, para admitir sem muita necessidade. Acordei sem querer acordar, como hoje de manhã, atrasada, como hoje de manhã, para aproveitar o fim do dia desta terça-feira 8, sem inglês. E a primeira vez que escrevo enquanto estou de volta, mas sinto aquela enorme necessidade de partir outra vez. Já disse que me sinto deslocada daqui, senti-me assim também durante o verão e no meu primeiro dia de aulas do 8º ano. É esquisito eu conseguir retroceder 3 anos assim, como se fosse facil como ir ali até a lareira com bolachas maria e chá a ferver e aquecer-me. Bem, para quem sabe o que foram estes anos para mim talvez até ache que seja muito fácil, eu não vou muito com "os piores acontecimentos são aqueles que mais nos lembramos." não, talvez o seja para aqueles ricos e bonitos que não tem problemas a não ser quando se descobre que o pai é gay ou que o namorado é ex-penetenciario (the oc). Ai sei lá, ninguém é perfeito, recito.
Hoje passei o dia a olhar para o telemóvel sem esperar nada. Uma semana sem ele e 80€ pa gastar. Não que, volto a repetir, eu espere alguma coisa, nem o quero necessariamente, mas olho vezes sem conta.
Em tempos de estudo há aqueles que nos correm bem e acabam mal, os que nem sequer correm e acabam muitissimo bem, e aqueles que correm penosamente e acabam mais ou menos bem [virgula] mais ou menos mal.
Estou há já umas semana e meia sem ter o meu refúgio, o meu suor e os meus gritos de alivio. Parecem semanas sem comer, semanas sem beber água alias. Já estou a mastigar as palavras, sem muito para escrever. Mas é a tal coisa, as vezes temos necessidades que não passam disso mesmo, necessidades, e que por isso nao podem ser ignoradas, sei lá.

Tuesday, November 01, 2005

about san carlos

nao, nao queria perder a oportunidade e deixar passar isto. simplesmente quero derreter aqui, ser engolida pelas sarjetas e repousar eternamente neste charme intenso.
nem sei bem a quantidade de passos que cruzei, em girias que me expus, mas sei o espectacular efeito que isto vai ter em mim, nos meus sonhos e desejos.
tenho dir agora, os maltrapilhos chineses esperam-me com os seus baratuxos cartuxos de cuecas e meias, com magotes de roupas a 8 dolares. olhem se assim for, 2007 ca estou eu. tenho de pensar acerca disso.


lottie parabens. sexta compenso-te. grande beijo