Friday, March 31, 2006

pensas que metes medo com todas essas intimidações merdosas. tu és quem devia começar a ter medo, medo verdadeiro, medo de tremer.

estava só á espera de um episódio destes, apesar de o querer evitar à custa, sem tentar. O jogo que tu teimaste em começar vai acabar para o meu lado, vais morrer.

Thursday, March 30, 2006

venha o que vier, eu vou sempre aguentar.

Tuesday, March 28, 2006

moscavide

"posso ser a tua bola?"
foi esta a razão para eu me engasgar de riso hoje, ali em alvalade norte, sozinha enquanto caminhava com destino atulhada de porcarias que eu sempre insisto em transportar comigo. Quando fazia o mesmo no sentido contrario, afirmam "olha o téni ta na moda", eu tremi de riso e deixei cair o casaco. claro a madalena adora provocar esta reacção nas melhores situações; "olha menina olha o casaco.." diz a mesma personagem com a voz extremamente arrastada, virei-me com uma expressão cheia de divertimento e deparo-me com um miudo, (que miudo). "ah, obrigada entao" entao, madalena? "então" é butes fixe. sorri até; estava-me a divertir bastante após uma temporada de porcaria.
acabei por ter de deixá-los todos ali, a sorrir perante a minha paixão e com o meu ar suado e cara cor de amora, ao vira-me para apanhar o 44. "ii americano nao miques a menina assim! ganda americano!" nao aguentei, enterrei a cabeça no pescoco e desatei a rir até me engasgar com a minha bolacha de aveia.
agora cheguei a casa, e já so não me sinto mais assim, nunca consigo aguentar.

Sunday, March 26, 2006

São estas ansiedades, que eu já não aguento mais: o meu sporting, o meu ténis, os dias que me matam, és tu e a ida. São coisas que me enchem o coração, os olhos, as mãos. As pessoas que perdi também, embora as tentativas, ou não-tentativas serve melhor, de esconder o conformismo que é frio, que gela. São olhares semicerrados, sorrisos de sincera aceitação, de escandalosas descobertas de mim, de frio e calor. Já estamos a tocar na porta do verão, no calor, na areia que passa com o vento, começar com as memórias de dias intermináveis, com a minha paixão pela beleza dos corpos queimados e pelas saudades do chá que passa a ice tea com gelo até cá acima onde os lábios tocam e tremem de frio - o contraste do frio com o calor - e a ansia nao estremece sequer. Não é como nós, que passamos a vida ora a morrer de frio, ora a morrer de calor, sinceros ou em defesa agreste. Ou como os dias em que falto aos treinos ou o sporting é roubado; ou eu faço três treinos por semana de duas horas cada um e o sporting maravilha-me com uma vitória à leão. Ou os testes que correm sempre mal; ou o relógio que é a maior ironia que eu encontrei dos meus medos nos últimos anos. É o cansaço que me arrasta, não digas que é a vida.

Saturday, March 25, 2006

Tuesday, March 21, 2006

tempo de poesia

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
E eu acreditava.
Acreditava,porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos.
Era no tempo em que o teu corpo era um aquário.
Era no tempo em que os meus olhos
eram os tais peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade:
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus

Eugénio de Andrade

Monday, March 20, 2006


"Criei em mim várias personalidades. Crio personalidades constantemente. Cada sonho meu é imediatamente, logo ao aparecer sonhado, encarnado numa outra pessoa, que passa a sonhá-lo, e eu não.Para criar destruí-me; tanto me exteriorizei dentro de mim, que dentro de mim não existo senão exteriormente. Sou a cena nua onde passam vários actores representando várias peças."

Livro do Desassossego, Bernardo Soares

Monday, March 13, 2006

conforto.
Não estou, sabias?
Às vezes tenho coisas destas. Desato a escrever coisas sobre ti, sem razão de ser, e sempre com o medo que tu leias e te zangues comigo. E não gosto, porque mesmo que esporadicamente estas necessidades acabam sempre por surgir, e eu sempre acabo por escrever; ora frio, ora quente. Ultimamente tem sido por quente, por calor e admiração. Denoto o bom de ti, que é maior que tudo o resto.
Imaginas os sorrisos que me fazes dar quando mandas mensagens dessas? Ou quando oiço a tua voz no telefone? Como tu disseste como e possível sentir a tua falta se já tentamos tudo e tantas vezes.
Às vezes tenho enormes necessidades de te contar certas coisas que me lembro, que me arrepiam profundamente. Mas depois nao digo com medo que fiques triste ou pesado, e olhes para mim com aquele olhar em que antes me perdia e digas que não devo, que não é bonito pegar nessas coisas - que as coisas já não podem ser da maneira mais agradável, como sempre prócuramos.
Já te perdi e voltei a ver sorrir tantas vezes, mas detesto como estamos agora. Detesto só falar contigo quando somos obrigados a isso, ou quando mesmo que gostemos seja só da maneira como é.
Tu seguiste a tua vida e passas, sempre que podes, a convencer-me a seguir a minha. E eu sigo sempre, mas não consigo não mandar sempre um último olhar, um último arrepio, um último salto na barriga, sempre que te vislumbro ou penso em ti.

Friday, March 10, 2006

Eu estou uma pessoa tão melhor, juro. Antes secalhar iria exigir que me explicasses essas tuas paixões que nem sequer são ditas cheias; tu dirias que não e eu exigiria ainda mais, diria-te que tinhas de ter o bom senso de me contar porque ainda eramos uma sinfonia, especiais. Tu provavelmente irias dizer que não, que já não éramos e que já nunca iriamos ser, e eu ficava distribuida ao meu remoinho de tristezas que chamam a saudade aguda, a consciência pesada.
Hoje eu já não quero saber do teu juízo, das tuas opiniões de mim, mas continuo a querer saber de ti, se continuas a querer estar presente, se pensas em mim, se guardas carinho. Acho que não há mal nisso, afinal eu gosto de ti só que de uma maneira um pouco mais diferente do que antes sentia. Foste somando atitudes que nunca esperei, e não senti que mesmo com toda a razão do mundo me protegesses o quanto pensava que me podias proteger. Estás sempre a dizer que já não pensas no que aconteceu, e que nem eu devo pensar. Mas penso, penso sempre que entras aos tropeções dentro de mim, dentro da minha vida, mesmo que nem pouses no meu olhar e fiques esbatido por aí, porque temos amigos em comum, e eles falam de ti com tal principio de orgulho, de admiração; e nem conseguem perceber o orgulho e admiração que eu acabo por sempre ter por ti, sempre sem excepção. Porque sei que continuo um bocadinho em ti, mesmo que que tejas mais em mim do que esse bocadinho que eu estou em ti. Que ainda gostas de mim como aquilo que supervisionas sem querer proteger de mais, para não dar confiança.
E tu já percebeste que não sou mais aquela pessoa má que te deu chapadas durante meses e meses, em quem guardaste rancores e raivas que momentaneas deixaram as suas marcas, que foda-se tu me fazes lembrar com tal exactidão.
Porque normalmente, e eu sei que se as vezes é inconsciente noutras alturas apercebes-te disso, tu acabas sempre por deixar sair de ti a dor que achas ser suficiente para me atingir; e depois morro quando és um bocadinho mais amoroso, quando me proteges ironicamente mas ainda assim é quente.
E eu que fui criando maneiras de tentar sobreviver sentido-te e deixando-te bem claro em memórias e fumos, indiferenças; sei que não vale a pena o esforço de te deixar de pousar assim dentro de mim como sendo tu, que tu sabes o que és em mim, na verdade crua. E eu estou uma pessoa tão melhor juro, e consigo sorrir para ti, que troquei lagrimas que me faziam vomitar dor a uma esperança do tamanho do mundo que encontrasses um coração do tamanho do teu.

Monday, March 06, 2006

what about Herbalife?




Ainda muito pouca gente sente a necessidade que existe de suporte nutricional nas dietas que tomam como banais e de percurso de 24 horas. Eu comecei a sentir necessidade de os tomar quando comecei a sentir cada vez mais sono a horas cada vez mais antecipadas, cedo de mais a que devia. As olheiras, como ainda se me conhecem era profundas e o desporto não ajudava. Quando a minha mãe me falou da Herbalife como maneira de perder, manter ou ganhar peso, maneira de respirar melhor, sinónimo de sorrisos largos e olhos brilhantes eu ri-me e só me lembrei das televendas que dão irritantemente em todos os canais depois do filme da meia noite - anúncios com que eu cresci e que os meus pais sempre me avisaram a deixar bem longe.
Com os meses de verão a passar, dei por mim impressionadissima com a vivacidade com que encontrava a minha mãe quando acordava, lá no hotel então lembro-me perfeitamente, e comecei a encontrar-me cada vez mais surpreendida e boquiaberta com os resultados que se espalhavam na minha mãe. No início de Julho acordava fresca, em finais de Setembro perdera 10 quilos e ia todos os dias a ginástica as 6 da manhã. Não serão relatos como este que esperam de uma pessoa que viu de fora o grito de revolta da minha mãe? A minha mãe começou tanto a acreditar na sua própria maneira de viver, compensativa com os suplementos Herbalife que deixou de fumar ao fim 25 anos em que se condensava em fumo de 2 maços por dia.
Foi isto que Mark Hughes nos trouxe. A tentativa de melhorar a dieta que a morte do mundo tem vindo a tornar pobre e inútil às necessidades de um organismo, que como eu descubri muito mais complicado que a minha vida, coisa que nunca tinha achado possível.
Mark Hughes é o fundador desta necessidade que tenho cada vez mais encontrado em mim, na minha necessidade de desporto, na minha necessidade de sorrisos. Sentiu ele o peso de encontrar incondicionavelmente, sem outra escolha, a necessidade de encontrarmos a nossa plenitude sem hormonas e químicos, pois a morte da mãe arremeçou-lhe o heroísmo que todos lhe oferecem e repostam - morte por excesso de químicos num metabolismo obcecado em dietas virtiginosas.
Hoje Herbalife é uma empresa presente em mais de 61 países, onde o pequenino Portugal não se esconde desde há 14 anos. Factura receitas mirabolantes, é essa a verdade reflectida; distribuidores autónomos e independentes que alinham o sonho de uma vida sem limites à saúde sem fronteiras.
Herbalife tem-se tornado uma necessidade aos meus olhos, uma obcessão aos meus pés. O meu desporto fala por si, bem como o meu sono. Já não consigo prescindir, nunca mais.

www.herbawork.com/rt
www.herbawork.biz/rt
www.herbalife.com
e continuamos amigos..

Saturday, March 04, 2006

e é seres alma, e sangue, e vida em mim

Adoro quando comeca a chover na parte de trás da casa, a que dá ali para a rua dos eléctricos-cafe-di-roma e na parte da frente, da imponente basílica continuo o céu batidos em caldas de núvens; ah e depois quando volto para o meu quarto, deixou-se de chuvas e sorri com os dentes azul-de-céu, o céu. Eu não consigo ver muito pela janela mas é inverno e o céu sorri só de vez em quando.
A secretária atulha-se de objectos dispensáveis, e eu continuo presa ao computador num sábado à tarde. Se soubesses adivinhar o quanto sinto a tua falta..

Thursday, March 02, 2006