Saturday, December 29, 2007

Nunca mas

"Nunca, nunca mais chega a noite Em que te vou despertar Nunca mais vou poder esperar E então ver-te sorrir Nunca mais este amor eterno Poderá me tornar No calor do teu inverno Que te aquece a dormir Eu quero as palavras, Que me tocam e me dizem que sem mim não és feliz Suave...A tua voz tão suave

Porquê? Te arrancaram de mim, assim Diz-me porquê? Se te esqueceste ou não de mim
Porquê? Não somos imortais Porquê? Pergunto? Não posso mais! Eu não posso mais!

Guarda no teu peito a chama Onde irás sempre ouvir A voz de quem te ama E que te quer sentir Eu quero o teu corpo Que me enche, me preenche e que eu só quero tocar Suave...a tua pele tão suave

Porquê? Te arrancaram de mim, assim Diz-me porquê? Se te esqueceste ou não de mim
Porquê? Não somos imortais Porquê? Pergunto? Não posso mais... Eu não posso mais..."

Saturday, December 22, 2007

o para sempre não tem qualquer significado. as coisas acabam, finito. nunca serão infinitas aos nossos olhos, mas cá dentro a história vai fazendo mais sentido. a falta que certas coisas me fazem é por vezes de uma ridicularidade constante. não fazem caso do coração que porto e tão pouco querem saber porque não me faço chorar, porque já não sei chorar.
arde, como fogo, o whisky que não engulo. porque álcool atrofia-me os membros, álcool mutila-me, molha-me de pesadelos, encharca-me de ambição que nunca dura mais que meia lua. depois de tantos anos feitos vens-me à memória. é natal e sei que nenhuma pessoa te recorda, mais. e já nem tanta certeza tenho de que me fizeste tanto mal assim, mas sei que sinto que nem agora sei dizer, perdoo. o mal é relativo. a dor é fugaz, e o sentimento que porto brutal.
nem sabia ter alma para te trazer ainda, a dois dias do natal. não sabia que ainda poderias andar por aqui, a tua alma que em nada se arrependeu. o não me deixes morrer assombra-me. e não sei aceitar.

desculpa por não aceitar, mas espero que estejas melhor neste natal. mesmo que nem seja aqui, nem seja perto.

Friday, December 14, 2007

Grito. Grito na garganta.
E medo de morrer. Medo de morrer sem ti.
Borboletas engolem lagartas, metamorfoseando-me.
E eu grito morte. E tenho medo na garganta.

Saturday, December 08, 2007

Só peço que me levem a sério. Nem peço que tenham compaixão compenetrada por mim, ou tão pouco que me ofereçam sorrisos como se me quisessem oferecer uma daquelas mentiras que calham saber bem. Só que me levem a sério. Não vejam a minha nessidade de atingir patamares tão nus e crus de brincadeira como um sinal que me acho superior agora, aqui. Porque calma, falamos da desde sempre, e da mesma de sempre madalena das mãos brancas de madalena, como o post anterior o poderá comprovar.
Estou entregue a um esgotamento que me suga as palavras, as coisas da mentes rebobinam em passados distantes, mas que têm só e apenas algumas horas, dias e os meses do que passou repelam as raizes que querem formar, as pretas de medos e saudade. E sou toda eu minúscula de necessidades e confortos que nem peço, nem despeço. Mas não peço. Peço apenas que me levem a sério. Que abram um pouco dos vossos lábios para que o negro das gargantas sem fim me mostrem de que há espanto. Porque eu me sinto espantada, e orgulhosa de encontrar (ou acabar por desencontrar) os meus limites delimitados por linhas finas de perpétuamento e eternidade.
Para mim coincidências são coisas que não são banais, e os pensamentos que me assolam são sinais do que terei de fazer, do que terei de aceitar. São mensagens, é chamamento.
Estou exausta, num êxtase quase soturno, um embaciar da íris, um desfocar da mesma, uma dor nas vértebras de saudar um novo dia sempre da mesma maneira. Só proclamo que irá acabar, que é temporário. Nem temo outra coisa, sei que o é. O pior? Sentir-me tentada a afirmar que tudo isto me faz estranhamente sentir de pesada a levezinha, num cubiculo que me separa de uma dormência enorme para um estado enervantemente angustiante.

Sunday, December 02, 2007

Ontem celebrei-me. Continua a não ser fácil admitir que tenho tanto que celebrar, como não o foi fácil por entre risos de álcool e mitos gays fazê-lo a mim mesma. A verdade é que pouco acabou por mudar, mas estou tão cansada que sorrio como os heróis o fazem no fim das histórias, quando salvam o reino ou alcançam alguém.
Um sorriso sincero de esforço feito mas abraço alcançado. A diferença é que sei que tão pouco começou e tanto falta para acabar. Não vos tenho comigo, e dou em doida ao imaginar quando vos voltarei a dar a mão, a minha mão, aquela tão branca de madalena. Mesmo que elas já estejam tão mais brancas de se espremerem uma na outra, o sumo da necessidade de estar com vocês.
A rua que vejo lá fora não é a que quero percorrer, a nuvem de fumo no ar gélido de uma noite no calvário resume o bafo que trago e que quero esconder, aquele da saudade de um ar bem mais frio, mas tão mais acolhedor. A casa, que no vira-tempo se vai tornando mais e mais habitável, esconde um desassossego que não sei decifrar, e umas escadas e uma cave levam-me ao teu encontro, dentro de mim, na memória que trago e que não vou esquecer.
Um ringue de patinagem, e juro que me sinto lá neste momento, a sentir a dor e o frio no rabo de cair no gelo, contigo também, meu ser, sorri-me nos lábios, mas os olhos dilatam de tristeza e há glândulas que me fazem quase chorar. Não choro não sei porquê. Sei que vais ser meu, que vais fazer parte de mim até ao fim dos dias. E isso não só parece beleza de contos de fadas, aqueles que nunca acontecem, como é mesmo bonito e vai acontecer. Porque eu te percorro com as palmas das mãos, e abraço-te sempre que estou contigo, e dou-te a mão. Lembraste? Parece que foi ainda quando acordei hoje de manhã. Ainda sinto os teus dedos na palma da minha mão direita, e a percorrerem-me os dedos frios de um quase verão kanseneano. O teu toque quente, a tua alegria de me teres junto de ti, e a minha! A minha selvajaria de querer ficar assim para sempre, contigo e com os outros. Foi uma amizade, e é eterna.

Te extraño muchissimo, aqui. "You are my soul, you are my life", and so are the others.