Poderia ceder agora. Os olhos raiados de sangue, o sorriso bonito, o estilo evidente das tuas roupas, o teu cabelo que em tempos já foi maior. Tudo isso enquanto me sorris, a mim nã0 aos outros, me fazes promessas sem prometeres, aquelas que eu sempre esperei.
Encontro todos esses sinais em ti, enquanto procuro razão de dizer que não desta vez. Há qualquer coisa que não pulsa por ti. Mas há uma outra louca curiosidade que me faz olhar para ti e sorrir por minha vez.
Mudo o cd, ponho o som mais alto, abro a janela e abro a mão para que a palma saboreie o vento que acalma a dor. Como os bares que em tempo se revestiam de peles e mais peles, e que se deixaram na imundice do abandono, passados os tempos de brilho, também o que somos vai passando. És bonito, ainda ontem o admitiste, mas eu não consigo sofrer por ti mais do que isso. Quero sair daqui, e apercebi-me que não há ninguém que me poderá mudar a paixão do que larguei. Mesmo, por vezes as paixões não chegam, porque eu voltei e não o pude trazer.
Tuesday, July 24, 2007
Wednesday, July 18, 2007
Vi pessoas cépticas a tornarem-se românticas, vi Deus roubar-me pessoas sem sequer querer aceitar, vi pessoas entrarem em coma sem as poder ver, vivi mentiras clamadas pela distâncias que hoje já não sabem continuar. Acho, secalhar, que não foi pessoal. Não me vi a viver pesadelos nem a ter de os reviver. Mas vivo em sonhos constantes que me assustam quando acordo, por não serem verdadeiros. Vi também casas maiores que me assustaram de outros sonhos, os que ambiciono, ou vi fortalezas impenetráveis serem afundadas num mar de perdições que também me afundou em si. Vi amigos perdidos largarem-se à loucura, e melhores amigos tornarem-se desconhecidos. Tudo sem gritar.
Perdi coisas na distância. Ganhei mundos na distância. Ganhei-te. E ninguém consegue ver como isso me fez ganhar.
Perdi coisas na distância. Ganhei mundos na distância. Ganhei-te. E ninguém consegue ver como isso me fez ganhar.
Tuesday, July 17, 2007
Não tenho com quem falar. Não há, não desta, aconchego de uma miserável ilusão. Não há medo de aceitação, já nada há, porque nada houve e nunca deixou de fazer parte de um nada ainda maior que o nada.
Contudo há tanto que o abrigo Português não descobre. Porque não há quem perceba.
Escrevi:
"se eu pudesse alcançar esse quarto vazio, mas cheios de coisas do tempo, de pó, de gastos e maus tratos. A loucura, o sorriso de te ver, assim como se só estivéssemos separados por sete horas de sono. Ou nenhuma dos tantos sonhos que tinha(mos)."
Contudo há tanto que o abrigo Português não descobre. Porque não há quem perceba.
Escrevi:
"se eu pudesse alcançar esse quarto vazio, mas cheios de coisas do tempo, de pó, de gastos e maus tratos. A loucura, o sorriso de te ver, assim como se só estivéssemos separados por sete horas de sono. Ou nenhuma dos tantos sonhos que tinha(mos)."
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