Saturday, May 31, 2008
eu sei que nunca dura muito, esta força tão proclamada por mim, nos tempos que o sorriso é maior que a palma da mão. mas depois torno a ser a dor e a saudade, e o medo de perder até aquilo que já não tenho mais. e sinto, do fundo do meu coração, que não é justo ter de perder o que mais me completa, ou o que sinto que me faz tão bem. e começo com os meus fantasmas, aqueles que tu esqueceste porque te fizeste melhor, mas que nunca me deixam a mim. Aqueles que me perguntam se alguma vez me pertenceram, ou se eu fugi do que rouba a felicidade. Se eu alguma vez vos tive. E depois tudo se resume ao encontrar ou não o sentido para me ter sempre de sentir assim, tão nua e a morrer de frio, tão despida de tudo o que sou melhor, de tudo o que me faz querer ir ao encontro de ti. fazes-me tanta falta, que nem sei cantar. Não sei escrever, não sei quem somos tão longe, tão mutilados, cortados, sujos sem nós. E parece que a cada dia esta brutalidade vai resguardando o bom que sou, o bem que trago, aquilo de tão pouco que sei ter. E a maldade vem, e bate-me, mata-me, assusta-me, e sinto que não sei ser o que quero ser sem ti. E depois o nem querer, ainda me chora mais. Já não é saudade, é furia, é miséria.
Monday, May 12, 2008
Por vezes debruço-me neste cansaço tão negro, tão meu, que me cobre a pele de fuligem monótona. Empalideço, sem adormecer, e dói. Um coração cansado de correrias solitárias, que me engasgam e fazem querer fugir do que sou. Sou tão simples, mas aperta, o aperto, e tremo sem ti, sem ninguém. São estes anos todos que ultrapassam os dedos que tenho nas duas mãos, de medos, brusquidões e escuridões. Isto que sou, tão eu, tão pequenina, tão de todos como me aceitam e rejeitam. E tudo o que sou e sei é saber o que sinto, pouco mais sei, pouco mais consigo querer fazer. Pouco mais desejo. Mas sou como todos;
Quero poesia, e um verão escaldado. Uns braços quentes, ou mesmo frios, que esmaguem este torpor e solidão enlouquecida, esta saudade afogada no tempo que se perde e escorre nas pestanas longas de mim. É tão injusto querer-te, sem te saber a cara. Só sabendo as promessas que me tiraram, aquelas que voltam, retornam, desmontando castelos, enrolando-te na areia. Aquelas que galgam os poros, arrepiam a alma e partem sem pensar que só o seu cheiro me faz sonhar, e ser feliz, antes mesmo de eu o poder ser.
Quero poesia, e um verão escaldado. Uns braços quentes, ou mesmo frios, que esmaguem este torpor e solidão enlouquecida, esta saudade afogada no tempo que se perde e escorre nas pestanas longas de mim. É tão injusto querer-te, sem te saber a cara. Só sabendo as promessas que me tiraram, aquelas que voltam, retornam, desmontando castelos, enrolando-te na areia. Aquelas que galgam os poros, arrepiam a alma e partem sem pensar que só o seu cheiro me faz sonhar, e ser feliz, antes mesmo de eu o poder ser.
Subscribe to:
Posts (Atom)