Tuesday, October 28, 2008
Thursday, October 23, 2008
isso é mais saudável (mas menos verdadeiro). o que será o romantismo? será que se sente, que se vive, que se faz viver. ou que se pensa, que se formula, que se equaciona. será abstracto ou real? será magnético ou retractivo? será tão pouco uma forma de vida, ou um objectivo que de semântico é também impossível de atingir?
será que ao dizer uma quantidade indescrítivel de coisas bonitas, que se sentem de facto, um único gesto acaba com a veracidade dessas afirmações? será que o coração humano aguenta maldade tal de se mentir, sem saber mentir aos outros. ao gritar paixões que de severas são malignas, que de bondosas são também maliciosas? e a minha alma que grita a necessidade destes pontos de interrogação tecerem precaridade, uma necessidade atroz de quase sobrevivêcia, será que eles merecem sequer ser justificados? será que as respostas, que as há, haviam, haverão, merecem ser proclamadas?
ou será que eu sendo assim não chegarei a lado algum, que eu assim, a maldição abominante que me persegue não passa do meu destino, e que eu sem mais destreza terei de o aceitar. como o diabo carrega a cruz sem a sentir, só a temer, ou que o herói que se flangela pela morte de uns, não olha a meios para salvar a princesa. será que metáforas chegarão? será?
não chegará nunca, a auto-destruição é massiva. e sem ela, não consigo originar pensamentos furtivos, sem ela sou tanto, ou tão pouco. mas sem ela conseguirei ser feliz.
será que ao dizer uma quantidade indescrítivel de coisas bonitas, que se sentem de facto, um único gesto acaba com a veracidade dessas afirmações? será que o coração humano aguenta maldade tal de se mentir, sem saber mentir aos outros. ao gritar paixões que de severas são malignas, que de bondosas são também maliciosas? e a minha alma que grita a necessidade destes pontos de interrogação tecerem precaridade, uma necessidade atroz de quase sobrevivêcia, será que eles merecem sequer ser justificados? será que as respostas, que as há, haviam, haverão, merecem ser proclamadas?
ou será que eu sendo assim não chegarei a lado algum, que eu assim, a maldição abominante que me persegue não passa do meu destino, e que eu sem mais destreza terei de o aceitar. como o diabo carrega a cruz sem a sentir, só a temer, ou que o herói que se flangela pela morte de uns, não olha a meios para salvar a princesa. será que metáforas chegarão? será?
não chegará nunca, a auto-destruição é massiva. e sem ela, não consigo originar pensamentos furtivos, sem ela sou tanto, ou tão pouco. mas sem ela conseguirei ser feliz.
Tuesday, October 21, 2008
Sunday, October 19, 2008
Saturday, October 18, 2008
E é esta tristeza que me faz sorrir, a beleza que me conquista, me cega, me emociona. E aspiro novamente a um conforto que me deixe adormecer, que me deixe estar quieta, adormecida como não durmo há tanto tempo.
Tenho saudade hoje. Hoje sorrio de saudade, que não é nunca transparente. Mas sei que tomei a decisão certa, que nem estava nas minhas mãos. Tinha sempre de voltar, de regressar. Mas tenho saudade de ti, dos cheiros que haviam, da cor de estar longe e ser desejada. Levavas-me para longe de tudo.
Mas e depois, escrevo para ti e tu nem nunca foste. E serás sequer. Serás o que projecto, as ânsias, o coração cheio de uma alegria que explode e me deixa com sede de mais, que me faz achar tudo tão eloquentemente bonito, que tudo tem razão de ser, de estar cá para mim e para ti.
E quem és? Esperas por mim? Latejas na garganta, naquele grito que me pediste mas não soubeste guardar. Já não volto a gritar, já não te espero, acabando por não saber fazer nada mais.
Mas quem és? Amas-me? Isso chegaria para calar estas visões que tenho do meu mundo destruído, dos meus sonhos espalhados pela cinza morna, e a solidão que acresce. Aparece.
E vejo-te a sorrir. Mas nem existes. Nem sequer me procuras.
Tenho saudade hoje. Hoje sorrio de saudade, que não é nunca transparente. Mas sei que tomei a decisão certa, que nem estava nas minhas mãos. Tinha sempre de voltar, de regressar. Mas tenho saudade de ti, dos cheiros que haviam, da cor de estar longe e ser desejada. Levavas-me para longe de tudo.
Mas e depois, escrevo para ti e tu nem nunca foste. E serás sequer. Serás o que projecto, as ânsias, o coração cheio de uma alegria que explode e me deixa com sede de mais, que me faz achar tudo tão eloquentemente bonito, que tudo tem razão de ser, de estar cá para mim e para ti.
E quem és? Esperas por mim? Latejas na garganta, naquele grito que me pediste mas não soubeste guardar. Já não volto a gritar, já não te espero, acabando por não saber fazer nada mais.
Mas quem és? Amas-me? Isso chegaria para calar estas visões que tenho do meu mundo destruído, dos meus sonhos espalhados pela cinza morna, e a solidão que acresce. Aparece.
E vejo-te a sorrir. Mas nem existes. Nem sequer me procuras.
Sunday, October 12, 2008
Não me trates as pétalas caídas, constrói um abrigo que não me faça sentir o teu tão forte vento, que me destrói; constrói chuva que não me consiga fazer crescer. O toque é frio, mas ao menos é protecção, esperança que eu percorra um caminho diferente das raízes que não me deixam sequer partir. Não é rancor isto que sinto, é talvez compreensão, uma manifestação, outra revolta entalada nas veias que pedem liberdade, que gritam saudade, que me são sem estranhar o sol se pôr e nascer sempre outra e outra vez. Dormir é morrer, morte é talvez tudo o que existe. E se dormir te faz esquecer, dorme, grita-te, emancipa-te. Foge. Mas chora a perda, perdição, e sorri porque ao menos respiras, porque ao menos o podes fazer.
Saturday, October 11, 2008
Sinto o sangue a escorrer pelos meus braços, a chegar à ponta dos dedos pequenos e a ficar lá. Sinto o meu corpo tremente, relaxado, sinto que mais uma vez houve loucura e que a loucura é tudo o que sou. Não penso em sonho e no que quero para mim. Penso no que sou, no que não consigo ser ao não querer, no que não sou por não poder. O medo é pequeno, escasso desta vez. Temente de uma outra imunidade que não a falta de ópio, temente da facilidade de auto-flangelação, de desconsolo. Mas agora não há isso. Há a alma alagada em solidão, que nem o manto da noite sabe calar. Nem a loucura boémia sobrevive, nem eu sei calar o desconforto que sinto. Mas o coração sabe acalmar, e em corpo cansado o descanso flui, em corpo pequeno e alma grande, está o sorriso de me sentir melhor, há o sorriso de acreditar em mim, há o sorriso perdido de quem olha, vê, não consegue amar, mas amará até adormecer.
Thursday, October 09, 2008
Talvez é isso, não estou desenhada para me aceitar, que erro, que sou comum, que sou mortal. Talvez os meus medos sejam destruidores de tudo o resto menos de mim, talvez a minha pressa de os aniquilar, construa o que não quero. Secalhar esta percepção só me fará perder ainda mais a consciência que o que dói, e o que é, talvez tenha de doer e ser. Escrituras? Contornos traçados? Porra, e eu? E eu que, já nem falo de sofrimento, de coração espremido, de temeridade, de extravagância vagabunda e imunda. Eu, que só falo de mais vida, de nutrida felicidade, de batimentos cardíacos, e de sorriso, que sempre lá nem sempre é sincero. E a maldição?
maledictione
Há sempre a promessa entranhada, e o desejo de fazer sempre melhor. Há talvez uma solidão tão exarcebada que pretenda ser camuflada em tudo o que sou, faço, em sobriedade ou fora dela. Frugalidade completa desfeita na noite, é atestar que sou fraca, e frágil, que o choro entalado sempre sofre, sempre foge, e sempre existe. Isso não é conseguir ser algo mais, é retardar toda a muralha em invasões lamacentas, é cantar a noite, gritar o dia. Mesmo que não me veja quando levanto o abrigo, na altura sinto-me melhor, passadas horas de correria sinto-me perdida. E é isso que sempre vem, a vertigem, a escuridão do que sou, os espectros que tenho e que não consigo deixar partir, ou destruir. E depois? Sobra a madrugada, o coração apertado, a crença que o futuro é igual a ontem, e isso é não ter esperança.
Quando conseguir desiludir alguém não saberei pedir desculpa. Tenho a sensação que o faço sempre sem ter as consequências que deveria ter. Talvez já seja essência, talvez já seja o que sou. Desenhada para ser assim, as mãos a pedir outras mãos, o corpo a pedir abraço, a alma a pedir refúgio. E secalhar, provável é não mudar. E no meio de tudo nem em deus acredito. No meio de tudo, sinto falta não sei de quem, se de quem já foi, se de mim, que nunca fui.
Quando conseguir desiludir alguém não saberei pedir desculpa. Tenho a sensação que o faço sempre sem ter as consequências que deveria ter. Talvez já seja essência, talvez já seja o que sou. Desenhada para ser assim, as mãos a pedir outras mãos, o corpo a pedir abraço, a alma a pedir refúgio. E secalhar, provável é não mudar. E no meio de tudo nem em deus acredito. No meio de tudo, sinto falta não sei de quem, se de quem já foi, se de mim, que nunca fui.
Saturday, October 04, 2008
Tudo o que não deveria fazer e faço deduzo:
"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade."
Thursday, October 02, 2008
E será que agarro as coisas porque elas são assim, tão puramente bonitas, tão límpidas, supremas? Há o fôlego que magoa, expectante. Há a pressa de querer absorver sempre mais, melhor, em crescendo, em tirania. E ainda falámos de medos, do coração humano, de escuridão e profundezas, e eu cresço assim mais, mais depressa, e sem ganhar nada o coração vai latejando de vida. E dói porque quando encontro coisas bonitas, apaixono-me logo sem pensar. Mas há sempre um pensamento que surge e me trás a tempestade, que turva o olhar e entristece a alma. E continuo tão sozinha como antes. Ao mesmo tempo que me doem os ossos, porque recuo sempre? Porquê o aceno da loucura, porquê a dúvida soprada na pele? Porquê o tempo passar sem me levar com ele, só levando a alma que vai pesando de vivências suspensas, de abandonos, de lutas e perdições. E os meus pés que vão conhecendo que não sou eterna, latejam de destroços, sonhos construídos, considerações sublinhadas, rabiscadas, sofridas. E o meu corpo apaga-se com a corrente, da solidão e do caos em nós.
"Well I've been afraid of changing, 'cause I've built my life around you. But times makes you bolder, even children get older and I'm getting older too. Yes I am getting older too.."
"Well I've been afraid of changing, 'cause I've built my life around you. But times makes you bolder, even children get older and I'm getting older too. Yes I am getting older too.."
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