Wednesday, June 24, 2009

da desilusão

Como o cabelo dourado de Sansão, que cai a seus pés, eu sinto-me enfraquecida pela ilusão constipada que recai agora sobre mim. Quase mutilada pelo corte enraivecido tecido sobre as minhas costas viradas, acrescento que não estava a espera. Apaixonada por este guardar em mim de uma seguraça sã, de quem acredita que a amizade curada é capaz de se guardar ao ardor dos épicos mais sagrados. Mas há heresia ainda assim nessas camadas negras da vida; quando a força nos é retirada, o amor é dedilhado como se fosse a maldade mais negra, como se a minha mão, olhar, dignidade e entrega fossem substituíveis. Ao menos que o sejam com a morte, com o amor, com a forte desgraça; não apenas com vingança. Como Dalila.

Tuesday, June 23, 2009

Em crescendo.

Wednesday, June 10, 2009

da dependência, da conquista e da confiança

uma trilogia insensata. uma alegoria pueril, que não dá frutos; acorda a vivência mais soturna, rebuscada, violenta e não me deixa a mim descansar. a soma inquieta dos segredos, a vontade descontrolada de querer soltar a verdade, e sempre o fazer, atesta a minha não concordância entre os meus ideais, e os fortes que quero construir. a falta de confiança, selvagem, absorvente, que a cada passo em frente, me recua em medos, me faz tropeçar em incertezas, em desagrado perante a mente humana. não sou jamais sempre própria, não sou jamais perfeita, não sou jamais ardentemente correcta. não sou tão pouco essa imagem pura, cristalina. porque não minto, mas oculto-me a mim o que mais me fará feliz. e na minha consciência sofro, porque na insconsciência não largo. estou presa neste trapézio que me penetra os sentidos, na vertigem congelada da esperança mais pura. dói descobrir-me acima de tudo só. dói os membros, como o esforço físico, dói na alma toda a ilusão construída de um dia encontrar um gémeo dos meus ideais. não peço quase nada. apenas ternura. somente sinceridade, e o deixar ir pela calmaria.

Sunday, June 07, 2009

A solidão não é assim tão absurda. O complexo Peter Pan sua solidão, sem rodeios. Uma pessoa solitária aprende mais cedo que a seca ignorância tudo tem a ver com os existencialismos puros de uma mente sensível. Que dobrada a esquina do sentimento, a calçada é tudo o que resta. E nela está somente solidão. Não que uma pessoa solitária não porte ninguém; há sempre alguém que cabe em nós como ninguém mais. Mas o que a difere de uma pessoa que não o é, é somente a sabedoria que jamais existirá alguém que sentir as coisas da maneira como ela as sente, e por isso sofre sozinha.

O sofrimento claro, é relativo. Há-o em tudo o que é nato de sentimento. Mesmo que não doa; uma pessoa pode sofrer felicidade.

Wednesday, June 03, 2009

Um prazo, curto, mas ainda assim tremente; tremente de expectativa e de ignorância perante a sua mentira perpétua. Uma vez dada, nunca mortal. Diz-me o que desejas; se ficar comigo, se ficar só, se ficar com a vida que levas. Mas conta-me o que te faz feliz, o que te faz sorrir. Não te mintas, nem me mintas mais.