Sunday, August 30, 2009

a única diferença entre o meu não saber o que quero, ter certeza do que não quero e o teu, é que o meu não é injusto. não tem precedentes, nem aprisionamentos. sou somente o que posso ser.

Friday, August 28, 2009

mata-me de amor ou dá-me liberdade.

Monday, August 24, 2009

déjà vus não existem; é apenas o teu cérebro que nesse momento processou a informação visual mais depressa que o normal, disseram-me. bullshit. existem. quando o olhar se depara com uma visão que o coração encorajou. isso é um déjà vu.

try a little tenderness

love comes to those who believe it, ouvi. mas ouvi com o corpo a tremer, uma melodia que me faz sorrir e embrulhar-me nos cantos mais sombrios de mim. as memórias assolam como dardos, tiros certeiros, zombateiros, gozões da minha imaculada capacidade de acreditar em nós. não em nós como amantes, mas em nós unidos na nossa separação, nós sobreviventes da distância crente de si. terminou, admito, a minha crescente luta interior. já não sei que mais fazer; e sabes a crença não remete sempre às mesmas decisões. entregar-me não tem nada de mais, quase te consigo ouvir pensar. chateia-me que sejamos tão parecidos na melodia física, mas depois por dentro somos tão intensamente diferentes. eu não minto, tu só te mentes.

Sunday, August 09, 2009

relinquish

És. És o fogo onde me quero queimar. Não cesso de te mostrar isso, quando sentes o ardor da chama de mim, quando a minha fala é tão pouco o que te posso dar do reflexo mudo daquilo que representas. É o quarto escurecido pelas presenças dos outros, que quando estamos os dois são se não sombras que não nos assombram. O mundo pertence-te na palma da mão; faz-me sorrir de como nem sequer te apercebes. No fim sobra apenas a certeza que teremos que cessar. A maldição que arrastamos sufoca a beleza que sinto ao saber-me tua. Vou ter de resignar, que o peso da realidade é fatídico. E que na sua fatalidade só sobra a certeza que pelo menos eu podia ser tua.

Relinquish; por fim.