Thursday, October 15, 2009

quanto a ti, esbarrei com a música da leanne rimes, life goes on; é concerteza uma provocação analítica.

das saudades de ouvir a tua voz

o sentimento de culpa foi substituído por algo incessantemente mais intenso. esta nostalgia que emerge de mim controla-me o olhar escondido de quem tem tanto ainda por dizer. o ponto final que não foi posto, de dureza reconhecida, troca-se em voltas com este ponto exclamado de choque de como me mudaste, do tanto que me deste, me foste; as revelações que foram, gritaram os perdões feitos, pedidos. Nada me livra já desta teimosia bonita de saudade de nós, das nossas discussões enfurecidas. Não sabíamos reconhecer que tudo o que era no mundo se alterava na presença um do outro. Ainda me lembro quando sentados na relva do teu condominio, escondida em trapos tropa, me disseste que te apetecia beijar-me. Mata-me ter-te pedido para irmos com calma, e no fim nem ter deixado irmos. Mas mata-me mais que o ponto final que não posto, se rasgue em interrogações constantes do que iremos ser para o resto da vida. No fundo seremos cúmplices, neste nosso crescimento eminente, nesta tristeza solidária com tudo o que fomos, seremos. e sinto, talvez só contigo, que as coisas a serem escritas acerca de nós ainda não cessaram; como quem diz que a nossa história ainda não acabou.

Monday, October 05, 2009

gostava que fosses dan humphrey, ou jack dawson, ou noah calhoun. não gosto da maneira como falas com as outras pessoas, não gosto da maneira como não sentes do fundo de ti aquilo que contas, as histórias, as piadas. não gosto da maneira como tudo isso interage com a tua linguagem corporal. mas amava a tua ausência em mim, amava o te irritares, amava a maneira como olhavas para mim, amava a minha mão no teu cabelo negro, negro. dá-me tempo de aceitar a representação. dá-me tempo de acreditar que crescer vai dar tempo para aprender e que eu só, sou melhor.

Friday, October 02, 2009

a sentir náuseas, dor, tontura do que sou, do que te dou. nua, totalmente, sou tua porque continuas a agarrar-me nas náuseas, na dor, na tontura. e este arrependimento tão gélido, tão contraposto a gosto, tão pouco cerebral, tanto de coração, é o arrasto doente. já nem sei se te relembro tão bem assim; a memória foi afundada numa maldição constante que te lançei. só tenho uma coisa para te dizer mais, deixarás?
ontem brindámos às resoluções que não sabemos esconder de nós; fomos bem sucedidos. constrangimento num mundo russo, que nos servia que nem uma luva, fez-nos perder os medos pelos cantos de uma sala pequena. e a comemoração, que terminou cedo e tarde, rompeu-nos os ossos e a pele de saudosismos emancipados; da falta do coração quente. a revolta no meu peito pequeno e resoluto explode sempre desta maneira, e nada sobra porque nada se transforma. como é que depois de tanto, de tudo, o passo em frente continua a ser o meu. graças a deus que peguei ontem em ti, apenas para te largar.