Saturday, July 09, 2011
Nada há como o desembaraço da esperança. A leveza da despreocupação que faz sorrir após a tormenta, ou comiseração. É não só relaxamento muscular, como música orgânica no coração. Na falta de palavras justas, é se não um favor à vida levada em falsos favores, em control de sentimentos, em sensaboronas tentativas, crescidas de saudade, de tentar fazer do que é preocupante, emocionante. Faz sorrir de facto perante aquela explosão de que mesmo as coisas dolorosas nada importam quando se tem um coração que bate saudavelmente, ou semelhante. Que a beleza da dor ajuda até a saber viver mais, melhor. E é-se mais esperançoso quando se sabe ser jocoso perante a adversidade, quando se sabe que nem tudo será fácil amanhã nem mesmo no momento seguinte. Dói-me viver porque sei melhor. Mas esta emoção nada comedida, faz-me ser o animal mais profusamente e frontalmente feliz. Feliz na pureza da ventura, não apenas na estranha pureza da ocasião.
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