Saturday, July 29, 2006

não vale a pena odiarmos qualquer coisa

Corpos, corpos infinitos num areal tão mas tão mais claro e fofo que eu relembrava no ano anterior. Um areal algarvio em plena costa da caparica, ou na comporta. um mar calmo, revolto, um mar frio que aquece.
Um cansaço supremo, uma vaidade em não ficar, um medo enorme em partir. Uma pele que se oxida e cheira tanto a mar como a creme; um sentimento de nostalgia eterna, de despedida e agonia.

É verdade que não me aguento, quase, em tanta agonia. As palavras já não saem bem, não soam bem, não são bonitas já. Não vale a pena assim. mas o sentimento pulsa, o cansaço só me faz querer adormecer nos braços de alguém que proclame a sua vida por mim, mas... não há ninguém assim.

Não sei mais se volto, aviso. Não sei mais o que desesperar, se esta melodia que insiste em prosseguir uma vitória sobre os meus olhos semicerrados, se a dor física e tão cá dentro que me rasga a alma e os sentidos. E a verdade é que nada para, o relógio insiste em me cantar o fim do dia, e o sol aqui, ali em alcácer ou do outro lado do mundo vai sempre sempre acabar por proclamar um naufrágio lá ao fundo, no mar.

Dói, mas o precioso é aguentar. E eu sou preciosa.

2 comments:

s said...

you bet you are

Mary said...

CDT M.. Agora mesmo na auseência que insiste em começar a doer.
E prometo ficar aqui sempre a tua espera.
E eu sei que tu para mim voltas mesmo. E não interessa mais o amanha. Só o hj.. e o daqui a 360 dias.
E eu espero por ti. Sempre!